26/02/2026
A vida não acontece de uma vez. Ela cresce.
Como uma planta, passamos por fases que nem sempre entendemos e quase nunca escolhemos.
Há o tempo da semente, quando tudo parece escondido. É o tempo do silêncio, do escuro, do “ninguém vê”. Deus trabalha no invisível enquanto achamos que nada está acontecendo. Mas é ali que Ele prepara as raízes. Quem desiste nesse tempo, desiste antes do milagre.
Depois vem o tempo do brotar. Frágil, pequeno, sensível ao vento. Qualquer palavra dura pode machucar, qualquer tempestade parece grande demais. Ainda assim, Deus nos chama a permanecer. Não é hora de correr, é hora de criar raiz. Olhos fixos nele.
Há também o tempo do crescimento, quando o sol esquenta e o vento aperta. A planta precisa de poda. Dói. A gente não entende por que Deus permite cortes, perdas, atrasos. Mas toda poda tem um propósito: fazer crescer mais forte, mais saudável, mais fiel àquilo que fomos chamados a ser.
E existe o tempo do fruto. Ele não vem antes do tempo. Não nasce no dia seguinte ao plantio. O fruto chega para quem permaneceu, para quem não arrancou a própria história por impaciência, para quem confiou mesmo quando tudo parecia confuso.
Na vida espiritual é assim: nem toda tribulação é sinal de abandono. Muitas vezes, é sinal de formação. Deus não nos chama para entender tudo, mas para não tirar os olhos delle. Mesmo quando o céu parece fechado. Mesmo quando o coração cansa.
Não desista na tribulação.
Não arranque a semente porque ainda não viu flores.
Não abandone Deus porque o processo dói.
Quem permanece, floresce.
Quem confia, frutifica.
E quem caminha com Deus, mesmo sem entender, descobre que tudo tinha um tempo certo. 🌿