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A Nutri do Futuro Nutricionista Pediátrica especialista em dificuldades alimentares.

Seletividade alimentar • Introdução alimentar • TEA • TDAH • Terapia alimentar
Atendimento presencial e on-line.
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21/08/2026

Às vezes, a criança até quer comer, mas mastigar, organizar o alimento na boca e engolir exige muito mais esforço do que deveria.

Durante uma refeição, não observo apenas o que a criança aceita ou recusa. Observo como ela mastiga, se consegue lateralizar a língua e levar o alimento até os dentes, se acumula comida nas bochechas, se demora muito para processar o alimento ou se precisa de líquido para conseguir engolir. Também me chama atenção quando existe uma preferência muito marcada por consistências mais fáceis e uma recusa frequente de carnes, folhas, alimentos fibrosos ou outras texturas mais desafiadoras.

Tudo isso ajuda a compreender melhor por que alguns alimentos podem ser tão difíceis para aquela criança.

Observar, porém, não é diagnosticar. A avaliação específica da motricidade orofacial, das funções orais e da deglutição é campo de atuação do fonoaudiólogo. Ao nutricionista que trabalha com dificuldades alimentares cabe ter conhecimento suficiente para reconhecer quando algo não parece estar funcionando bem e quando é necessário encaminhar.

Antes de concluir que uma criança simplesmente “não gosta” de determinada textura, vale pensar: será que ela consegue manejar esse alimento de forma eficiente e confortável?

Uma boa avaliação alimentar também passa por reconhecer os nossos limites profissionais e entender quando aquela criança precisa do olhar de outra especialidade.

A obesidade pediátrica não pode ser avaliada olhando apenas para peso, IMC e para o que a criança come.A ABESO acaba de ...
20/08/2026

A obesidade pediátrica não pode ser avaliada olhando apenas para peso, IMC e para o que a criança come.

A ABESO acaba de publicar o novo Posicionamento Brasileiro sobre Avaliação e Tratamento da Obesidade Pediátrica e algo me chamou atenção: muitos dos aspectos recomendados já faziam parte da minha avaliação clínica.

Não porque eu soubesse o que estaria em uma nova publicação, mas porque, quando trabalhamos com comportamento alimentar infantil, precisamos olhar muito além da prescrição.

Como essa criança se relaciona com a comida? Reconhece fome e saciedade? Existe perda de controle, restrição, ansiedade ou medo? Como percebe o próprio corpo? Já sofreu bullying ou estigma relacionado ao peso?

Também importa entender o contexto: rotina familiar, ambiente das refeições, sono, telas, atividade física, história de aleitamento e introdução alimentar e dificuldades alimentares ao longo do desenvolvimento.

E há um ponto fundamental: uma criança ou adolescente com obesidade também pode apresentar um transtorno alimentar.

Por isso, uma abordagem focada exclusivamente em “comer menos para perder peso” pode deixar passar informações clínicas importantes.

O novo posicionamento reforça um olhar que considera aspectos metabólicos, mecânicos, mentais e do meio social.

Antropometria, exames e diagnóstico nutricional são fundamentais, mas não contam a história inteira.

Antes de decidir como intervir na alimentação, precisamos compreender quem é essa criança, como ela come e qual relação está construindo com a comida e com o próprio corpo.

Tratar obesidade infantil não deveria significar simplesmente colocar uma criança de dieta. É cuidar da saúde sem perder a criança de vista.

Comer é biológico. Gostar de comer é relacional.

Tá chegando! Nesta quarta-feira, 19 de agosto, acontece o AMAMENTAR EM REDE, um encontro especial do NutriAMA 2026.A par...
17/08/2026

Tá chegando!

Nesta quarta-feira, 19 de agosto, acontece o AMAMENTAR EM REDE, um encontro especial do NutriAMA 2026.

A partir das 19h, ao vivo e online, teremos uma noite de atualização e troca sobre diferentes perspectivas da amamentação:

✨ Ariane Cabral — práticas baseadas em evidências no apoio e manejo da amamentação
✨ Alana Barroco de Mello — amamentação em mães e bebês neurodivergentes
✨ Glauciane de Mello Oliveira — aula bônus sobre amamentação gemelar

Uma programação pensada para profissionais que querem ampliar o olhar sobre amamentação com ciência, acolhimento e prática clínica.

💛 E no Mês do Nutricionista, você participa por R$ 21,00 com o cupom MESDONUTRI.

Inscrições:
https://espacocoresoficial.com/eventos/nutriama

Te esperamos no AMAMENTAR EM REDE! 💛

💛

16/08/2026

O que eu observo em uma refeição? O modo como a criança se relaciona com o alimento.

Eu observo como essa criança percebe, interpreta e responde ao alimento.

Ela reconhece aquilo como algo comestível?
Demonstra curiosidade ou precisa imediatamente se afastar?
O alimento novo desperta cautela ou uma resposta intensa de medo?
Ela parece acreditar que determinado alimento pode machucar, fazê-la vomitar ou causar alguma consequência negativa?
Existem sinais de nojo, ansiedade, hipervigilância ou necessidade de fuga?
Há rigidez importante em relação à aparência, marca, formato, mistura ou preparo?
Existem comportamentos ou verbalizações que podem estar associados a um transtorno alimentar?

Porque duas crianças podem recusar exatamente o mesmo alimento por razões completamente diferentes.

Uma pode estar diante de uma dificuldade predominantemente sensorial.
Outra pode antecipar uma experiência oral desagradável.
Outra pode ter medo das consequências de comer.
Outra pode apresentar crenças e interpretações sobre o alimento que precisam ser investigadas com muito mais cuidado.

É por isso que, na avaliação das dificuldades alimentares, recusa não é diagnóstico.

O comportamento que vemos à mesa é apenas a parte visível. O raciocínio clínico começa quando tentamos compreender o que aquela resposta ao alimento está comunicando.

Na série “Tudo que observo em uma refeição”, eu quero mostrar justamente isso: uma refeição pode fornecer muito mais informações do que simplesmente “comeu” ou “não comeu”.

Ela ama o bebê. Ela quer amamentar. E, ainda assim, durante a ma**da, pode sentir raiva, repulsa, agitação ou uma necess...
15/08/2026

Ela ama o bebê. Ela quer amamentar. E, ainda assim, durante a ma**da, pode sentir raiva, repulsa, agitação ou uma necessidade intensa de fazer aquilo parar.

Essa experiência tem sido estudada como Breastfeeding Aversion Response (BAR), ou resposta de aversão à amamentação.

E não estamos falando simplesmente de “não gostar de amamentar”.

A resposta pode ser involuntária e acontecer mesmo quando existe o desejo de continuar amamentando. É justamente essa contradição que pode trazer culpa, vergonha e dificuldade para falar sobre o que está acontecendo.

Quando pensamos em mulheres autistas, existe ainda outra camada importante: estudos sobre maternidade e autismo descrevem particularidades sensoriais significativas durante a amamentação. A literatura discute a possibilidade de maior vulnerabilidade à aversão, embora ainda não tenhamos evidências suficientes para afirmar que BAR seja mais prevalente no TEA.

E talvez essa seja uma pergunta que ainda fazemos pouco na prática clínica:

“Como você se sente enquanto seu bebê está mamando?”

Porque apoiar a amamentação também exige olhar para quem amamenta.

No NUTRIAMA, vamos conversar sobre neurodivergência, amamentação e nutrição a partir de um olhar que amplia o raciocínio clínico.

19 de agosto, às 19h | Ao vivo

No Mês do Nutricionista, sua inscrição pode sair por menos de R$ 21 usando o cupom MESDONUTRI.

Acesse o link e garanta sua vaga.

A amamentação também é uma experiência sensorial. E, quando falamos sobre amamentação em mães neurodivergentes, esse olh...
13/08/2026

A amamentação também é uma experiência sensorial. E, quando falamos sobre amamentação em mães neurodivergentes, esse olhar precisa fazer parte da prática clínica.

Hipersensibilidade ao toque, sobrecarga sensorial, desconforto com calor e umidade, sensibilidade aos estímulos do ambiente e diferenças na interocepção podem influenciar a forma como essa mãe vivencia a lactação.

Uma mulher pode desejar amamentar e, ao mesmo tempo, sentir desconforto intenso com determinados aspectos sensoriais da experiência. Isso não significa falta de vínculo com o bebê.

Compreender essas particularidades é importante para oferecer um apoio à amamentação individualizado, respeitoso e baseado nas necessidades daquela mãe.

Quer aprofundar seu conhecimento sobre aleitamento materno e ampliar seu raciocínio clínico?

O NutriAMA acontece dia 19 de agosto, às 19h.

E, no Mês do Nutricionista, você participa por menos de R$ 21,00 usando o cupom MESDONUTRI.

Garanta sua inscrição e venha discutir amamentação com um olhar que conecta ciência e prática clínica.

09/08/2026

07/08/2026

Você faria qualquer coisa para seu filho comer menos doces?

Essa pergunta parece simples, mas a forma como ensinamos hábitos alimentares faz diferença.

Estratégias baseadas no medo podem até produzir um resultado imediato. Mas, na prática, elas não ensinam a criança a fazer escolhas. Apenas fazem com que ela evite um comportamento enquanto a ameaça parece real.

Na Análise do Comportamento, não avaliamos apenas se um comportamento mudou. Avaliamos por que ele mudou e se essa mudança tem chance de permanecer ao longo da vida.

O objetivo da educação alimentar não é criar medo de um alimento. É desenvolver autonomia, pensamento crítico e uma relação saudável com a comida.

Doces continuarão existindo em festas, na escola, na casa dos avós e, futuramente, na vida adulta. O que precisamos construir é a capacidade de conviver com eles de forma equilibrada.

Educar pelo medo controla o comportamento por um momento.

Educar com conhecimento desenvolve habilidades para a vida toda.

E você, acredita que o medo é uma boa estratégia para mudar hábitos alimentares? Vamos conversar nos comentários.

06/08/2026

A introdução alimentar não consiste em simplesmente ofertar um alimento e esperar que a criança coma de forma automática.

Ela não começa quando o bebê leva a primeira colher à boca.

Ela começa muito antes. Começa quando os pais se preparam.

Não é só comprar pratos bonitos, cadeirão ou pesquisar receitas. É também olhar para a própria relação com a comida. Pergunte a si mesmo: como eu lido com a alimentação? Tenho medo da sujeira? Ansiedade quando meu filho recusa um alimento? Espero que ele coma “perfeitamente” desde o primeiro dia?

A introdução alimentar é um processo de aprendizagem. Para o bebê, que está descobrindo um mundo novo. E para a família, que está aprendendo a confiar nesse processo.

Nem todas as refeições serão tranquilas. Haverá bagunça, recusas, dias de maior interesse e outros de menor aceitação. E isso faz parte do desenvolvimento.

Quanto mais preparados emocionalmente os pais estiverem, maiores são as chances de oferecer um ambiente seguro, respeitoso e positivo para que a criança construa uma boa relação com a comida.

Antes de preparar o prato do seu bebê, prepare também a sua mente.

05/08/2026

Uma simples colher pode fornecer informações valiosas sobre o desenvolvimento infantil.

Durante a avaliação observo aspectos como:
• tipo de preensão;
• coordenação bilateral;
• estabilidade de tronco e ombros;
• graduação de força;
• planejamento motor;
• dominância manual;
• cruzamento da linha média;
• coordenação óculo-manual.

Esses sinais ajudam a compreender como a criança organiza seus movimentos e podem explicar dificuldades que vão muito além da alimentação.

Essa é a primeira parte da série “Tudo o que eu observo em uma refeição em 90 segundos”.

Qual aspecto você gostaria de ver no próximo episódio?

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