26/03/2019
1 - JEJUM INTERMITENTE
Camila Monteiro, nutricionista esportiva:
Para o jejum funcionar, segundo ela, tem que ser associado à dieta low carb, de pouco carboidrato, ou à paleolítica, que se concentra em carnes, frutas e sementes. É a escolha de alimentos que torna o período de oito a 24 horas de jejum viável, porque esses ingredientes são capazes de manter o corpo de pé. Camila lembra que a prática de jejum entre muitos povos é antiga, mas só começou a ser estudada nos últimos anos.
— Se for bem feito, ajuda a combater radicais livres, deixando a pessoa mais disposta. Mas muitos fazem errado e acabam perdendo músculos.
Sabrina Rocha, médica ortomolecular:
As alterações hormonais são o grande benefício do jejum intermitente, de acordo com Sabrina. A médica ressalta que o método melhora os níveis de insulina e hormônio do crescimento (GH), o que ajuda a preder peso, e colabora para o reparo celular, associado à longevidade.
— Estudos indicam que ficar um tempo prolongado sem comer diminui o desgaste das células, o que evita doenças relacionadas à multiplicação celular. Mas existem contraindicações: o jejum é arriscado para idosos e pessoas com diabetes, porque pode levar a hipoglicemia, que á a falta de açúcar no sangue.
Ana Paula Fidélis, nutricionista funcional:
Para ela, o jejum em dias intercalados torna a dieta mais equilibrada porque diminui a ingestão de carboidratos, que é normalmente excessiva.
— Temos picos de insulina ao longo do dia por conta da alta ingestão de carboidratos. Farinha e trigo são a base da alimentação de grande parte das pessoas. Com o jejum combinado à ingestão de vegetais, frutas e proteínas, o corpo aumenta a formação de mitocôndrias, o que dá mais disposição. A energia da gordura boa pode durar até 24 horas. Já a gordura do carboidrato se esvai em cerca de uma hora e meia.