29/08/2026
Santorini está colhendo a menor safra de que se tem registro 🇬🇷
As fotos chegaram no dia 26 de agosto, direto dos vinhedos da Canava Chrissou, o projeto da família Tselepos na ilha, com as primeiras caixas de Assyrtiko saindo nos ombros dos colhedores.
Os números não são bonitos. Nos anos 1990 a ilha colhia de 5.000 a 6.000 toneladas de uva. Em 2025 foram 450 a 550. Para 2026, Yiannis Karakasis MW projeta pouco acima de 300 toneladas, e Stellios Boutaris, presidente da Associação de Vinhos da Grécia, fala em 400 a 450 na melhor das hipóteses. Em alguns vinhedos o rendimento caiu para 30 a 70 quilos por 1.000 metros quadrados, quando o normal seria em torno de 250.
Três causas se somam. A seca, com a chuva anual caindo de 350 para 160 mm no último triênio numa ilha sem rios e praticamente sem irrigação. O abandono, porque a geração antiga se aposentou e a nova foi para o turismo. E o concreto, que reduziu a área de vinha de 25.000 dunums nos anos 1960 para 10.000 hoje.
A boa notícia é que a qualidade não caiu. A colheita antecipada preserva a acidez, e neste ano Santorini levou 30 medalhas no Concurso de Tessalônica, 18 delas de ouro.
O que isso muda por aqui: cada safra que chega ao Brasil vem de uma colheita menor que a anterior. Não é discurso de venda, é aritmética.
A matéria completa, com todos os números e as fontes, está no Diário Grego, o nosso blog em montedictis.com.br.
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📷 Canava Chrissou, Tselepos · 26 de agosto de 2026