Casa de Kimbanda de lux

Casa de Kimbanda de lux KIMBANDA DE LUX, UM TERREIRO PARA QUEM REALMENTE QUER EVOLUIR COMO PESSOA E NA LEI DA LIBERDADE

25/12/2025
24/12/2025

As festas se aproximam e a casa começa a ganhar outro ritmo. Surgem os enfeites, os aromas, os planos, o cuidado com cada detalhe. A mesa vai sendo imaginada com carinho, o jantar ensaiado na memória, e então vem a pergunta inevitável, quase sussurrada: “Quantos somos no dia 24?”

É aí que o silêncio responde antes dos números. E, junto dele, aparecem as cadeiras vazias.

São presenças que não se sentam mais à mesa, mas permanecem no coração. A pessoa distante, aquela que a vida levou por outros caminhos, quem escolheu não estar, quem se perdeu num desentendimento, quem a morte recolheu para outro plano. As cadeiras vazias falam. E doem. Elas pedem o abraço que não virá, o sorriso que ficou na lembrança, a voz que agora mora na saudade. Os olhos se enchem, o peito aperta, e a realidade se impõe com delicadeza e ferida aberta.

Então respiro fundo. Viro o rosto. E vejo as cadeiras ocupadas. Vejo quem ficou. Quem escolheu amar, permanecer, dividir o pão e o silêncio. Vejo os olhos que me procuram, as mãos que se estendem, os afetos que ainda aquecem. E, entre lágrimas contidas, um sorriso nasce. Não de euforia, mas de gratidão.

A vida é isso: perdas e ganhos entrelaçados. No dia 24, brindo com o coração inteiro. Honro as cadeiras vazias com respeito e memória, e celebro as ocupadas com presença e amor. Sou feliz, sim, apesar da tristeza.

Porque felicidade não é ausência de dor. Alegria passa, como passam as horas boas. Felicidade é outra coisa. É um estado da alma. É paz. Paz por saber que estou no meu caminho, com meus erros e acertos, meus medos e minha coragem. Paz por ter amado como pude e, muitas vezes, mais do que pude. Paz por saber que quem partiu levou consigo o melhor de mim, e deixou em mim a capacidade de continuar amando.

20/12/2025

A guerra espiritual é real, embora raramente faça barulho. Ela não começa em templos nem termina em rituais; começa no pensamento que você aceita sem questionar, no ambiente que você frequenta por costume, nas companhias que drenam sua luz enquanto sorriem. O campo de batalha é íntimo, silencioso e diário. Não há espadas visíveis, apenas ideias que enfraquecem, palavras que contaminam e emoções que, se não vigiadas, tornam-se brechas.

Nem todo lugar é neutro. Há espaços que parecem leves, mas adoecem a alma aos poucos. Há conversas que parecem inofensivas, mas alimentam ressentimentos antigos. Há presenças que não querem o seu mal, mas também não suportam o seu crescimento. E há pensamentos que não nasceram em você, mas encontraram abrigo porque a mente estava cansada demais para filtrar. Discernimento é proteção espiritual em forma de maturidade.

O que você consome também ora dentro de você. Imagens, discursos, músicas, ironias repetidas moldam o clima interno sem pedir licença. A mente não esquece o que o coração repete em silêncio. Por isso, vigiar não é paranoia, é responsabilidade. Não se trata de medo do mundo, mas de amor pela própria lucidez. Quem se fortalece por dentro não precisa lutar fora o tempo todo.

A verdadeira batalha não é contra pessoas, mas contra tudo o que tenta afastar você da sua essência, da sua fé, do seu eixo. Nem toda distração é descanso. Nem toda diversão é leveza. Nem toda liberdade é libertadora. Às vezes, proteger-se é escolher menos, falar menos, ir menos, ouvir menos. É dizer não ao que confunde para dizer sim ao que sustenta.

No fim, a pergunta não é quem está contra você, mas o que você tem permitido habitar seus pensamentos. Porque toda guerra espiritual se decide no território mais esquecido de todos: a mente que você não cuida.

Endereço

Sorocaba, SP
18074686

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