05/07/2026
Quando o assunto é churrasco - e acreditem que é assunto muitas vezes - eu procuro 2 coisas: consistência de boca e frescura.
Tento evitar vinhos muito leves e estreitos pelo motivo obvio: o sabor da carne dá-lhe uma tareia tal que podíamos estar a beber Coca-Cola ou 7Up que seria (quase) a mesma coisa. Acrescentei o quase porque expulsei os refrigerantes da minha vida há muito tempo.
Os predicados que aqui descrevi, acreditem, não são a coisa mais fácil de encontrar. Porque se corre o risco de acontecer o contrário e a carne perder relevo à refeição.
Normalmente os vinhos com madeira adequam-se, mas nem todos. E, por isso, é talvez das escolhas mais demoradas. Tinha um 2016 que esteve na calha, um 2023 que também me deixou a pensar, mas acabei mesmo num Reserva 2019.
Com esta cor, o cenário dificilmente falharia. Que luz, que brilho. Repararam? Incrível.
Vinho com boa fruta logo de nariz, coisa até mais leve do que pensava.
Depois, quanto se bebe, está supimpa. Presença de boca , tal como eu queria, frescura impecável. A fruta não está pesada e mantém frescura e acidez até ao final da "mastigadela" conjunta entre comida e vinho.
Há travo baunilhado, sim, mas não penso que se destaque. Antes embrulha a fruta do que a esmaga. De igual modo com a carne.
Um Branco de preço medio, mas que entrega a níveis superiores.
Muito completo.
Kopke Reserva 2019