25/03/2023
Carta aberta para Maria, minha bisavó.
Oi! Vozinha Maria, como a senhora está?
Aqui está uma loucura, o mundo tornou-se uma loucura, poderia falar-te a respeito disso por horas ou dias, mas deixa isso para outra conversa.
Hoje vim para te contar uma novidade, o plano da cafeteria afetiva e saudável, saiu do papel, e você não sabe, ela tem o seu nome.
A senhora deve está se perguntando, porque raios coloquei o seu nome, e eu, digo-te por quê.
Porque eu não me lembro de ter provado a sua comida, e isso, frustra-me muito, pois, todos têm lembranças maravilhosas com a comida da avó, e eu não tenho a com a sua.
Eu consigo recordar-me da macarronada da avó Luiza, que, aliás, é a melhor, lembro-me também da comida da avó Alice, em especial, o pé de moleque que ela fazia, como eu amava!
Mas dá sua não, então quando resolvi abrir a cafeteria, sabia que ela tinha que ter o seu nome, pois, eu não tenho memórias afetivas com a sua comida, mais com o seu nome sim!
Ah! Vozinha Maria, a senhora foi, e é minha inspiração, aprendi desde pequena com a senhora sobre empreendedorismo, quando fazia os seus tapetes de retalho e saia vendendo.
Desde pequena eu entendia vendo a senhora, que mulher tinha que ser independente, correr atrás dos seus objetivos e lutar pelo o que quer. Então Vozinha Maria, juntei tudo àquilo que aprendi com vocês e estou ajudando pessoas, a terem uma qualidade de vida melhor, através da alimentação saudável.
Estou cozinhando com o coração e tentando proporcionar a elas, a sensação de estarem comendo a comida da avó. Quero que elas resgatem aquelas memórias afetivas maravilhosas de carinho, afeto e segurança, pois, quem frequentava a casa das avós e comia a comida delas, sabe que é uma experiência inesquecível e inexplicável.
Vozinha Maria, preciso ir agora, assim que possível volto para te contar como estão indo às coisas.
Até logo, beijos, amo-te!
Sua bisneta, Talita Rigotti