11/07/2024
Já percebeu que quando comemos na casa de alguém querido, não importa a louça, a prataria e os copos?
Sentamos na cozinha, no coração do lar, numa mesa forrada com aquela toalha do dia a dia, dividindo espaço entre potes e panelas, enquanto o anfitrião leva da geladeira ao fogão tudo que merecemos comer sob o discurso "de que vai fazer algo bem simples", que a gente nem repare a bagunça.
Já viveu algo assim? Já reparou na riqueza que é estar na intimidade de uma casa, partilhando o momento onde o que importa é o empenho em levar algo a mesa e qualidade da conversa durante o processo?
Sempre reparamos nesse instante, da riqueza de cada detalhe, das intimidades reveladas e do foco que está onde se deve: na partilha. Por isso foi impossível não se perguntar, porque os ambientes de comer não carregam em si isso?
Porque a boa comida não pode ser descomplicada pra gente desfrutar do momento da partilha com leveza? Podemos sim ter um lugar que traz o melhor dos pratos, que só se imaginaria em um restaurante, mas num ambiente de traduza o aconchego do lar.
E de tanto ser possível, resistimos seis anos servido boa comida pensando na partilha.