10/05/2026
Prezada Direção SEMED, Venho, por meio desta, expressar formalmente minha profunda INDIGNAÇÃO e DESAPONTAMENTO com a abordagem adotada pela instituição durante as atividades alusivas à data comemorativa do "Dia das Mães" deste ano.
Nesta data, minha filha trouxe para casa uma lembrança confeccionada na escola com o dizer: "Feliz Dia de Quem Cuida de Mim", substituindo a tradicional e de direito celebração do "Dia das Mães".
Gostaria de deixar claro, preliminarmente, que não possuo qualquer tipo de objeção às novas formações familiares que compõem a nossa sociedade contemporânea. Reconheço e respeito a diversidade e a importância de que todos os alunos se sintam acolhidos no ambiente escolar.
No entanto, a estratégia de inclusão adotada por esta escola – que ao tentar abraçar todas as configurações familiares acaba por apagar a figura materna específica daqueles que a possuem – é, a meu ver, equivocada e desrespeitosa com o meu direito de mãe.
A escola, ao "colocar tudo no mesmo bolo" sob a justificativa de uma inclusão total, falha em aplicar o verdadeiro princípio pedagógico e social da EQUIDADE. Na saúde, "equidade" não significa dar exatamente o mesmo tratamento a todos de forma genérica; significa reconhecer as necessidades e especificidades de cada indivíduo ou grupo para entregar o que é necessário para que todos atinjam o mesmo nível de saúde. Significa tratar os desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades, para promover justiça.
Aplicando este conceito à educação e às datas comemorativas, a equidade deveria garantir que: Um aluno que é criado por uma avó tenha o direito e o espaço de celebrar a figura de cuidado que possui.
Um aluno que é criado por dois pais tenha o direito e o e e o espaço de reconhecê-la com o título que lhe é de direito: MÃE.
Ao me rotular genericamente como "quem cuida", a escola desvaloriza e dilui o papel biológico, legal e afetivo único que exerço na vida da minha filha. Cuidadores existem muitos (professores, tios, avós, babás), mas mãe é uma figura singular. Eu não sou apenas uma cuidadora; eu sou a mãe e tenho o direito de ser reconhecida por ela como tal em um dia dedicado a esta celebração.