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CONAB ELEVA SAFRA DE MILHO PARA QUASE 143 MILHÕES DE TONELADAS E ESTOQUES CRESCEMA oferta de milho no Brasil ganhou aind...
13/08/2026

CONAB ELEVA SAFRA DE MILHO PARA QUASE 143 MILHÕES DE TONELADAS E ESTOQUES CRESCEM

A oferta de milho no Brasil ganhou ainda mais fôlego na temporada 2025/26. A nova atualização do balanço de oferta e demanda da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa de produção para 142,95 milhões de toneladas, crescimento de 0,87% em relação à projeção de julho e de 1,27% na comparação com a safra 2024/25.

Os números fazem parte de levantamento elaborado pela Terra Investimentos com base nos dados divulgados nesta quinta-feira (13) pela Conab e informações da Secex.

Com a revisão positiva da produção e estoques iniciais elevados, a disponibilidade total de milho no país deverá alcançar 157,12 milhões de toneladas em 2025/26. O volume representa crescimento de 8,53% frente aos 144,78 milhões de toneladas registrados no ciclo anterior.

O aumento da oferta ocorre mesmo diante de uma demanda doméstica que continua avançando. A estimativa para o consumo interno foi elevada de 94,89 milhões para 95,04 milhões de toneladas, crescimento de 4,81% em relação às 90,68 milhões de toneladas consumidas na temporada passada.

Segundo o levantamento da Terra Investimentos, a indústria de etanol segue como um dos principais pilares de sustentação do consumo doméstico de milho, ajudando a absorver parte do crescimento da produção brasileira.

Exportações crescem, mas não impedem avanço dos estoques

No mercado externo, a Conab manteve a projeção de 46,5 milhões de toneladas de milho exportadas na temporada 2025/26. Embora o número não tenha sido alterado em relação à estimativa de julho, representa um crescimento expressivo de 11,69% sobre as 41,63 milhões de toneladas do ciclo anterior.

Mesmo com consumo interno e exportações maiores, o crescimento da produção deverá resultar em uma recomposição importante dos estoques brasileiros.

A estimativa para os estoques finais subiu de 14,51 milhões para 15,58 milhões de toneladas entre julho e agosto. O aumento é de 7,4% em apenas um mês e de 24,97% na comparação com as 12,47 milhões de toneladas da temporada 2024/25.

O movimento também modifica de forma significativa a relação entre oferta e demanda no mercado doméstico.

A relação estoque/consumo, que havia ficado em apenas 1,45% na temporada 2023/24, passou para 9,42% em 2024/25 e agora é projetada em 11,01% para 2025/26. Na estimativa de julho, essa relação estava em 10,26%.

A cobertura dos estoques também melhora. Pelos cálculos apresentados no levantamento da Terra Investimentos, os estoques finais seriam suficientes para aproximadamente 1,32 mês de consumo, contra 1,13 mês na temporada passada.

"Quando são desconsideradas as exportações e considerada apenas a demanda doméstica, a relação estoque/consumo sobe para 16,40%, equivalente a uma cobertura próxima de 1,97 mês", complementa Geraldo Isoldi , analista da Terra Investimentos.

Para o mercado, o crescimento dos estoques é um dado importante a ser acompanhado. Uma disponibilidade doméstica mais confortável tende a reduzir a pressão altista provocada por eventuais restrições de oferta, embora a formação dos preços do milho continue dependendo de fatores como ritmo das exportações, demanda das indústrias de etanol e proteína animal, comportamento do dólar e paridade com o mercado internacional.

Assim, o novo balanço da Conab mostra duas forças importantes atuando simultaneamente: o Brasil amplia o consumo e projeta exportações maiores, mas a produção cresce o suficiente para recompor os estoques e aumentar a segurança de abastecimento ao longo da temporada 2025/26.

Fonte: Notícias Agrícolas

VERANICO ESPALHA CALOR PELO BRASIL E PODE LEVAR TEMPERATURAS A 42º GRAUSUm novo veranico ganha força sobre o Brasil e de...
13/08/2026

VERANICO ESPALHA CALOR PELO BRASIL E PODE LEVAR TEMPERATURAS A 42º GRAUS

Um novo veranico ganha força sobre o Brasil e deve ampliar a área de calor nos próximos dias. O veranico, que começou a ganhar força nesta quarta-feira (12), deve permanecer inicialmente até a próxima quarta-feira (19) e terá maior impacto sobre áreas do interior do país.

As temperaturas podem chegar a 42°C em pontos de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí. O calor também avança sobre áreas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rondônia e Amazonas.

A previsão aponta para tardes com temperaturas pelo menos 3°C acima da média de agosto em parte da área sob influência do veranico. Em alguns locais, a diferença em relação ao padrão climático pode alcançar 5°C.

Calor mais intenso no Centro-Oeste

O Centro-Oeste concentra parte das áreas com maior potencial para temperaturas extremas. Em Mato Grosso, Goiás e Tocantins, os termômetros podem alcançar entre 40°C e 42°C.

Também são previstas máximas entre 36°C e 39°C em áreas de Mato Grosso do Sul, oeste de Minas Gerais, norte e centro-oeste de São Paulo, oeste da Bahia, Rondônia e sul do Amazonas. Algumas capitais, como Cuiabá, Goiânia, Campo Grande e Palmas, podem registrar novos recordes de temperatura para 2026.

Alta pressão mantém tempo seco

A configuração atmosférica responsável pelo veranico está relacionada ao fortalecimento de uma área de alta pressão sobre o interior do Brasil. O sistema reduz a formação de nuvens e dificulta o avanço do ar frio de origem polar.

A meteorologista Andréa Ramos explica que a presença do ar quente e úmido, especialmente proveniente da Amazônia, também participa da configuração atmosférica dos próximos dias.

“Esse calor, esse ar quente vindo da Amazônia, juntamente com essa interface, essa linha da alta pressão, causa essa instabilidade.”

Segundo Andréa, a combinação entre calor, umidade e sistemas de pressão pode provocar instabilidades pontuais mesmo em um período caracterizado pela predominância de tempo seco.

Atenção à baixa umidade e às queimadas

Além dos impactos sobre as lavouras, a combinação de calor, ar seco e vegetação ressecada aumenta o risco de incêndios em áreas rurais.

Para o produtor, o período exige atenção ao manejo da água, às condições das pastagens e à prevenção de queimadas. Atividades que dependem de umidade adequada do solo também podem precisar ser ajustadas conforme a evolução das condições locais.

A previsão indica que o veranico deve permanecer pelo menos até o dia 19, mas a intensidade do calor e a distribuição das áreas secas podem mudar ao longo da próxima semana.

O cenário reforça a importância de acompanhar as atualizações meteorológicas, principalmente nas regiões onde o calor intenso vier acompanhado de baixa umidade e pouca chuva.

Fonte: Notícias Agrícolas

MERCADO INTERNACIONAL DO AÇÚCAR VOLTA A SUBIR
13/08/2026

MERCADO INTERNACIONAL DO AÇÚCAR VOLTA A SUBIR

USDA PROJETA CORTE DE PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA NOS ESTADOS UNIDOSO aperto na oferta de carne bovina nos Estados Unidos g...
13/08/2026

USDA PROJETA CORTE DE PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA NOS ESTADOS UNIDOS

O aperto na oferta de carne bovina nos Estados Unidos ganhou um novo capítulo e pode representar uma oportunidade importante para países exportadores, entre eles o Brasil. No relatório WASDE (OFERTA E DEMANDA) de agosto, divulgado nesta última quarta-feira (12), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas estimativas para a produção americana de carne bovina tanto em 2026 quanto em 2027.

Levantamento elaborado por Geraldo Isoldi, da Terra Investimentos, a partir dos números do relatório, mostra que a estimativa para a produção dos Estados Unidos em 2026 caiu para aproximadamente 11,32 milhões de toneladas.
Na prática, são cerca de 145,6 mil toneladas a menos em relação à projeção apresentada pelo USDA em julho.

Segundo a análise da Terra Investimentos, o USDA atribui os cortes principalmente a um ritmo mais lento de abate e comercialização de bovinos nos Estados Unidos.

EUA produzem menos e precisam importar mais

É justamente a combinação entre produção menor e necessidade elevada de importações que merece atenção do mercado brasileiro.

O USDA estima que os Estados Unidos deverão importar aproximadamente 2,78 milhões de toneladas de carne bovina.

O volume chama a atenção quando colocado ao lado da própria produção americana: as importações correspondem a aproximadamente um quarto da quantidade de carne que deverá ser produzida dentro dos Estados Unidos neste ano.

De acordo com o levantamento, a expectativa de aumento das compras externas está associada à força da demanda doméstica americana e também à disponibilidade de carne proveniente da Oceania.

Enquanto compra volumes expressivos, o país também permanece como grande exportador. O USDA projeta exportações americanas de aproximadamente 1,06 milhão de toneladas, em 2026, ligeiramente abaixo da estimativa de julho.

Com menor disponibilidade interna, porém, a necessidade de buscar produto no exterior ganha ainda mais importância.

Onde entra o Brasil?

É nesse ponto que os números americanos encontram a pecuária brasileira.
O Brasil possui escala de produção, elevada capacidade exportadora e competitividade suficiente para participar desse déficit de oferta. Em um momento no qual a pecuária americana encontra dificuldades para ampliar rapidamente sua produção, fornecedores internacionais passam a ter papel ainda mais relevante no abastecimento daquele mercado.

"Isso não significa que todo o aumento das importações americanas será automaticamente capturado pelo Brasil", lembra Geraldo Isoldi.

Austrália e Nova Zelândia, especialmente, possuem forte presença no mercado dos Estados Unidos, e o próprio relatório destaca a disponibilidade de produto da Oceania como um dos fatores para o avanço das importações.

Mas o tamanho da necessidade americana ajuda a ampliar as possibilidades comerciais para a carne brasileira.

A questão ganha relevância adicional diante da necessidade do Brasil de diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência da China, hoje principal compradora da proteína brasileira.

Nesse sentido, os Estados Unidos representam não apenas um comprador adicional, mas um mercado de grande consumo e elevado poder aquisitivo.

Boi americano supera o equivalente a R$ 400 por arroba

Outro sinal da oferta ajustada aparece nas projeções para os preços do gado nos Estados Unidos.
O levantamento da Terra Investimentos mostra que o USDA trabalha com preço de US$ 242 por 100 libras (cwt) para os novilhos no terceiro trimestre de 2026 e US$ 245/cwt no quarto trimestre. Para 2027, são projetados US$ 245/cwt no primeiro trimestre e US$ 250/cwt no segundo trimestre.
Convertendo esses valores para a unidade utilizada pelo pecuarista brasileiro, uma arroba de 15 quilos, e tomando como referência uma cotação de aproximadamente R$ 5,16 por dólar, o preço americano corresponde a cerca de R$ 413/@ no terceiro trimestre de 2026, R$ 418/@ no quarto trimestre, permanece próximo de R$ 418/@ no primeiro semestre de 2027 e alcança aproximadamente R$ 427/@ no segundo semestre do próximo ano.

A conversão não significa que os preços possam ser comparados diretamente, já que os mercados possuem especificações de animais, sistemas produtivos, custos e formas de comercialização diferentes. É importante notar que o preço do USDA referenciado (5-Area Direct) é cotado em base de peso vivo do animal, enquanto a arroba brasileira é uma medida de peso de carcaça. Isso significa que a conversão apresentada subestima o valor comparável em base de carcaça — historicamente, o rendimento de carcaça gira em torno de 63-65% nos EUA, o que tornaria o 'equivalente-carcaça' americano ainda mais elevado que os valores convertidos aqui.

Ainda assim, o exercício ajuda a dimensionar a valorização do gado americano e, principalmente, a vantagem competitiva da carne produzida no Brasil.

Mesmo após o USDA revisar para baixo algumas projeções de preços diante de uma demanda por gado terminado mais fraca que a esperada, os valores continuam sinalizando uma pecuária americana trabalhando em patamares elevados.

Para o Brasil, essa diferença ajuda a explicar por que os Estados Unidos podem continuar buscando proteína no mercado externo mesmo sendo um dos maiores produtores mundiais de carne bovina.

México ajuda, mas não resolve a equação

O relatório de agosto trouxe ainda outra novidade para a oferta americana.
O USDA confirmou a retomada das importações de gado vivo do México a partir de 24 de agosto, inicialmente exclusivamente pelo porto de entrada de Douglas, no Arizona. Os demais pontos de ingresso permanecem fechados, sem cronograma oficial para reabertura.

A entrada dos animais mexicanos pode contribuir para aumentar a disponibilidade de gado nos Estados Unidos, mas, diante do tamanho dos cortes realizados nas projeções de produção, não elimina a necessidade americana de recorrer ao mercado internacional de carne.

Uma oportunidade direta e outra indireta para o Brasil

Os números do WASDE de agosto desenham, portanto, uma combinação particularmente interessante para a pecuária brasileira: produção americana menor, gado valendo o equivalente a mais de R$ 400 por arroba e importações próximas de 2,8 milhões de toneladas.
Como mostra o levantamento de Geraldo Isoldi, da Terra Investimentos, o USDA agora trabalha com um ritmo mais lento de abate nos Estados Unidos em 2026 e 2027, indicação de que as limitações da oferta americana não devem desaparecer rapidamente.

Para o Brasil, a oportunidade não se restringe ao aumento direto das vendas aos Estados Unidos. Uma maior presença americana comprando carne no mercado mundial aumenta a disputa internacional pela proteína e pode alterar os fluxos comerciais entre os principais exportadores.

Se Austrália e Nova Zelândia direcionarem uma parcela maior de sua produção aos Estados Unidos, por exemplo, outros mercados tradicionalmente abastecidos por esses países podem abrir espaço adicional para o produto brasileiro.

Assim, o impacto potencial ocorre em duas frentes: pela possibilidade de ampliar diretamente os negócios com os Estados Unidos e pela redistribuição dos fluxos globais de carne bovina provocada pela necessidade americana de importação.

Em um mercado no qual poucos países possuem capacidade de aumentar significativamente a oferta exportável, a redução da produção da maior economia do mundo transforma-se em um dado estratégico para a pecuária brasileira.

O aperto na oferta de carne bovina nos Estados Unidos ganhou um novo capítulo e pode representar uma oportunidade importante para países exportadores, entre eles o Brasil. No relatório WASDE (OFERTA E DEMANDA) de agosto, divulgado nesta última quarta-feira (12), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas estimativas para a produção americana de carne bovina tanto em 2026 quanto em 2027.

Levantamento elaborado por Geraldo Isoldi, da Terra Investimentos, a partir dos números do relatório, mostra que a estimativa para a produção dos Estados Unidos em 2026 caiu para aproximadamente 11,32 milhões de toneladas.
Na prática, são cerca de 145,6 mil toneladas a menos em relação à projeção apresentada pelo USDA em julho.

Segundo a análise da Terra Investimentos, o USDA atribui os cortes principalmente a um ritmo mais lento de abate e comercialização de bovinos nos Estados Unidos.

EUA produzem menos e precisam importar mais

É justamente a combinação entre produção menor e necessidade elevada de importações que merece atenção do mercado brasileiro.

O USDA estima que os Estados Unidos deverão importar aproximadamente 2,78 milhões de toneladas de carne bovina.

O volume chama a atenção quando colocado ao lado da própria produção americana: as importações correspondem a aproximadamente um quarto da quantidade de carne que deverá ser produzida dentro dos Estados Unidos neste ano.

De acordo com o levantamento, a expectativa de aumento das compras externas está associada à força da demanda doméstica americana e também à disponibilidade de carne proveniente da Oceania.

Enquanto compra volumes expressivos, o país também permanece como grande exportador. O USDA projeta exportações americanas de aproximadamente 1,06 milhão de toneladas, em 2026, ligeiramente abaixo da estimativa de julho.

Com menor disponibilidade interna, porém, a necessidade de buscar produto no exterior ganha ainda mais importância.

Onde entra o Brasil?

É nesse ponto que os números americanos encontram a pecuária brasileira.
O Brasil possui escala de produção, elevada capacidade exportadora e competitividade suficiente para participar desse déficit de oferta. Em um momento no qual a pecuária americana encontra dificuldades para ampliar rapidamente sua produção, fornecedores internacionais passam a ter papel ainda mais relevante no abastecimento daquele mercado.

"Isso não significa que todo o aumento das importações americanas será automaticamente capturado pelo Brasil", lembra Geraldo Isoldi.

Austrália e Nova Zelândia, especialmente, possuem forte presença no mercado dos Estados Unidos, e o próprio relatório destaca a disponibilidade de produto da Oceania como um dos fatores para o avanço das importações.

Mas o tamanho da necessidade americana ajuda a ampliar as possibilidades comerciais para a carne brasileira.

A questão ganha relevância adicional diante da necessidade do Brasil de diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência da China, hoje principal compradora da proteína brasileira.

Nesse sentido, os Estados Unidos representam não apenas um comprador adicional, mas um mercado de grande consumo e elevado poder aquisitivo.

Boi americano supera o equivalente a R$ 400 por arroba

Outro sinal da oferta ajustada aparece nas projeções para os preços do gado nos Estados Unidos.
O levantamento da Terra Investimentos mostra que o USDA trabalha com preço de US$ 242 por 100 libras (cwt) para os novilhos no terceiro trimestre de 2026 e US$ 245/cwt no quarto trimestre. Para 2027, são projetados US$ 245/cwt no primeiro trimestre e US$ 250/cwt no segundo trimestre.
Convertendo esses valores para a unidade utilizada pelo pecuarista brasileiro, uma arroba de 15 quilos, e tomando como referência uma cotação de aproximadamente R$ 5,16 por dólar, o preço americano corresponde a cerca de R$ 413/@ no terceiro trimestre de 2026, R$ 418/@ no quarto trimestre, permanece próximo de R$ 418/@ no primeiro semestre de 2027 e alcança aproximadamente R$ 427/@ no segundo semestre do próximo ano.

A conversão não significa que os preços possam ser comparados diretamente, já que os mercados possuem especificações de animais, sistemas produtivos, custos e formas de comercialização diferentes. É importante notar que o preço do USDA referenciado (5-Area Direct) é cotado em base de peso vivo do animal, enquanto a arroba brasileira é uma medida de peso de carcaça. Isso significa que a conversão apresentada subestima o valor comparável em base de carcaça — historicamente, o rendimento de carcaça gira em torno de 63-65% nos EUA, o que tornaria o 'equivalente-carcaça' americano ainda mais elevado que os valores convertidos aqui.

Ainda assim, o exercício ajuda a dimensionar a valorização do gado americano e, principalmente, a vantagem competitiva da carne produzida no Brasil.

Mesmo após o USDA revisar para baixo algumas projeções de preços diante de uma demanda por gado terminado mais fraca que a esperada, os valores continuam sinalizando uma pecuária americana trabalhando em patamares elevados.

Para o Brasil, essa diferença ajuda a explicar por que os Estados Unidos podem continuar buscando proteína no mercado externo mesmo sendo um dos maiores produtores mundiais de carne bovina.

México ajuda, mas não resolve a equação

O relatório de agosto trouxe ainda outra novidade para a oferta americana.
O USDA confirmou a retomada das importações de gado vivo do México a partir de 24 de agosto, inicialmente exclusivamente pelo porto de entrada de Douglas, no Arizona. Os demais pontos de ingresso permanecem fechados, sem cronograma oficial para reabertura.

A entrada dos animais mexicanos pode contribuir para aumentar a disponibilidade de gado nos Estados Unidos, mas, diante do tamanho dos cortes realizados nas projeções de produção, não elimina a necessidade americana de recorrer ao mercado internacional de carne.

Uma oportunidade direta e outra indireta para o Brasil

Os números do WASDE de agosto desenham, portanto, uma combinação particularmente interessante para a pecuária brasileira: produção americana menor, gado valendo o equivalente a mais de R$ 400 por arroba e importações próximas de 2,8 milhões de toneladas.
Como mostra o levantamento de Geraldo Isoldi, da Terra Investimentos, o USDA agora trabalha com um ritmo mais lento de abate nos Estados Unidos em 2026 e 2027, indicação de que as limitações da oferta americana não devem desaparecer rapidamente.

Para o Brasil, a oportunidade não se restringe ao aumento direto das vendas aos Estados Unidos. Uma maior presença americana comprando carne no mercado mundial aumenta a disputa internacional pela proteína e pode alterar os fluxos comerciais entre os principais exportadores.

Se Austrália e Nova Zelândia direcionarem uma parcela maior de sua produção aos Estados Unidos, por exemplo, outros mercados tradicionalmente abastecidos por esses países podem abrir espaço adicional para o produto brasileiro.

Assim, o impacto potencial ocorre em duas frentes: pela possibilidade de ampliar diretamente os negócios com os Estados Unidos e pela redistribuição dos fluxos globais de carne bovina provocada pela necessidade americana de importação.

Em um mercado no qual poucos países possuem capacidade de aumentar significativamente a oferta exportável, a redução da produção da maior economia do mundo transforma-se em um dado estratégico para a pecuária brasileira.

O aperto na oferta de carne bovina nos Estados Unidos ganhou um novo capítulo e pode representar uma oportunidade importante para países exportadores, entre eles o Brasil. No relatório WASDE (OFERTA E DEMANDA) de agosto, divulgado nesta última quarta-feira (12), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas estimativas para a produção americana de carne bovina tanto em 2026 quanto em 2027.

Levantamento elaborado por Geraldo Isoldi, da Terra Investimentos, a partir dos números do relatório, mostra que a estimativa para a produção dos Estados Unidos em 2026 caiu para aproximadamente 11,32 milhões de toneladas.
Na prática, são cerca de 145,6 mil toneladas a menos em relação à projeção apresentada pelo USDA em julho.

Segundo a análise da Terra Investimentos, o USDA atribui os cortes principalmente a um ritmo mais lento de abate e comercialização de bovinos nos Estados Unidos.

EUA produzem menos e precisam importar mais

É justamente a combinação entre produção menor e necessidade elevada de importações que merece atenção do mercado brasileiro.

O USDA estima que os Estados Unidos deverão importar aproximadamente 2,78 milhões de toneladas de carne bovina.

O volume chama a atenção quando colocado ao lado da própria produção americana: as importações correspondem a aproximadamente um quarto da quantidade de carne que deverá ser produzida dentro dos Estados Unidos neste ano.

De acordo com o levantamento, a expectativa de aumento das compras externas está associada à força da demanda doméstica americana e também à disponibilidade de carne proveniente da Oceania.

Enquanto compra volumes expressivos, o país também permanece como grande exportador. O USDA projeta exportações americanas de aproximadamente 1,06 milhão de toneladas, em 2026, ligeiramente abaixo da estimativa de julho.

Com menor disponibilidade interna, porém, a necessidade de buscar produto no exterior ganha ainda mais importância.

Onde entra o Brasil?

É nesse ponto que os números americanos encontram a pecuária brasileira.
O Brasil possui escala de produção, elevada capacidade exportadora e competitividade suficiente para participar desse déficit de oferta. Em um momento no qual a pecuária americana encontra dificuldades para ampliar rapidamente sua produção, fornecedores internacionais passam a ter papel ainda mais relevante no abastecimento daquele mercado.

"Isso não significa que todo o aumento das importações americanas será automaticamente capturado pelo Brasil", lembra Geraldo Isoldi.

Austrália e Nova Zelândia, especialmente, possuem forte presença no mercado dos Estados Unidos, e o próprio relatório destaca a disponibilidade de produto da Oceania como um dos fatores para o avanço das importações.

Mas o tamanho da necessidade americana ajuda a ampliar as possibilidades comerciais para a carne brasileira.

A questão ganha relevância adicional diante da necessidade do Brasil de diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência da China, hoje principal compradora da proteína brasileira.

Nesse sentido, os Estados Unidos representam não apenas um comprador adicional, mas um mercado de grande consumo e elevado poder aquisitivo.

Boi americano supera o equivalente a R$ 400 por arroba

Outro sinal da oferta ajustada aparece nas projeções para os preços do gado nos Estados Unidos.
O levantamento da Terra Investimentos mostra que o USDA trabalha com preço de US$ 242 por 100 libras (cwt) para os novilhos no terceiro trimestre de 2026 e US$ 245/cwt no quarto trimestre. Para 2027, são projetados US$ 245/cwt no primeiro trimestre e US$ 250/cwt no segundo trimestre.
Convertendo esses valores para a unidade utilizada pelo pecuarista brasileiro, uma arroba de 15 quilos, e tomando como referência uma cotação de aproximadamente R$ 5,16 por dólar, o preço americano corresponde a cerca de R$ 413/@ no terceiro trimestre de 2026, R$ 418/@ no quarto trimestre, permanece próximo de R$ 418/@ no primeiro semestre de 2027 e alcança aproximadamente R$ 427/@ no segundo semestre do próximo ano.

A conversão não significa que os preços possam ser comparados diretamente, já que os mercados possuem especificações de animais, sistemas produtivos, custos e formas de comercialização diferentes. É importante notar que o preço do USDA referenciado (5-Area Direct) é cotado em base de peso vivo do animal, enquanto a arroba brasileira é uma medida de peso de carcaça. Isso significa que a conversão apresentada subestima o valor comparável em base de carcaça — historicamente, o rendimento de carcaça gira em torno de 63-65% nos EUA, o que tornaria o 'equivalente-carcaça' americano ainda mais elevado que os valores convertidos aqui.

Ainda assim, o exercício ajuda a dimensionar a valorização do gado americano e, principalmente, a vantagem competitiva da carne produzida no Brasil.

Mesmo após o USDA revisar para baixo algumas projeções de preços diante de uma demanda por gado terminado mais fraca que a esperada, os valores continuam sinalizando uma pecuária americana trabalhando em patamares elevados.

Para o Brasil, essa diferença ajuda a explicar por que os Estados Unidos podem continuar buscando proteína no mercado externo mesmo sendo um dos maiores produtores mundiais de carne bovina.

México ajuda, mas não resolve a equação

O relatório de agosto trouxe ainda outra novidade para a oferta americana.
O USDA confirmou a retomada das importações de gado vivo do México a partir de 24 de agosto, inicialmente exclusivamente pelo porto de entrada de Douglas, no Arizona. Os demais pontos de ingresso permanecem fechados, sem cronograma oficial para reabertura.

A entrada dos animais mexicanos pode contribuir para aumentar a disponibilidade de gado nos Estados Unidos, mas, diante do tamanho dos cortes realizados nas projeções de produção, não elimina a necessidade americana de recorrer ao mercado internacional de carne.

Uma oportunidade direta e outra indireta para o Brasil

Os números do WASDE de agosto desenham, portanto, uma combinação particularmente interessante para a pecuária brasileira: produção americana menor, gado valendo o equivalente a mais de R$ 400 por arroba e importações próximas de 2,8 milhões de toneladas.
Como mostra o levantamento de Geraldo Isoldi, da Terra Investimentos, o USDA agora trabalha com um ritmo mais lento de abate nos Estados Unidos em 2026 e 2027, indicação de que as limitações da oferta americana não devem desaparecer rapidamente.

Para o Brasil, a oportunidade não se restringe ao aumento direto das vendas aos Estados Unidos. Uma maior presença americana comprando carne no mercado mundial aumenta a disputa internacional pela proteína e pode alterar os fluxos comerciais entre os principais exportadores.

Se Austrália e Nova Zelândia direcionarem uma parcela maior de sua produção aos Estados Unidos, por exemplo, outros mercados tradicionalmente abastecidos por esses países podem abrir espaço adicional para o produto brasileiro.

Assim, o impacto potencial ocorre em duas frentes: pela possibilidade de ampliar diretamente os negócios com os Estados Unidos e pela redistribuição dos fluxos globais de carne bovina provocada pela necessidade americana de importação.

Em um mercado no qual poucos países possuem capacidade de aumentar significativamente a oferta exportável, a redução da produção da maior economia do mundo transforma-se em um dado estratégico para a pecuária brasileira.

Fonte: Notícias Agrícolas

VENDAS NO VAREJO AVANÇAM EM JUNHO SÃO PAULO Ago 13 - As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,5% em junho na comparaçã...
13/08/2026

VENDAS NO VAREJO AVANÇAM EM JUNHO

SÃO PAULO Ago 13 - As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,5% em junho na comparação com o mês anterior e subiram 2,9% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 2,35% sobre um ano antes.

EXPORTAÇÕESD DE CARNE SUÍNA RECUAM As exportações brasileiras de carne suína recuaram entre junho e julho. Pesquisadores...
13/08/2026

EXPORTAÇÕESD DE CARNE SUÍNA RECUAM

As exportações brasileiras de carne suína recuaram entre junho e julho. Pesquisadores do Cepea apontam que o movimento foi influenciado sobretudo pela redução nas compras de países asiáticos, especialmente das Filipinas, o maior destino da proteína brasileira no mercado internacional.

O Cepea destaca, com base nos dados da Secex, que o ritmo acelerado de compras durante todo o primeiro semestre de 2026 levou esse país a formar estoques maiores, causando um ajuste na demanda no último mês.

Segundo o Centro de Pesquisas, retrações nos embarques no começo do segundo semestre são relativamente comuns. Nos últimos 10 anos, variações negativas em julho ocorreram cinco vezes, incluindo no ano passado. Naquela ocasião, conforme apurado pela Secex, a maior parte dos países asiáticos, o que inclui importantes parceiros como a China, as Filipinas e o Japão, diminuiu o ritmo de compras da proteína brasileira.

Fonte: Cepea

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