Flor de Milho

Flor de Milho A flor de milho é uma releitura da tradicional Pamonha goiana. Com um design moderno e sofisticado,

A Flor de Milho é uma empresa criada em um momento de crise com o objetivo de trazer uma nova imagem da tão conhecida pamonha! Uma ideia inovadora para driblar a crise mantendo e divulgando as tradições do nosso estado.

O perfume que exala desta flor é carinho, amor, paixão por servir às pessoas algo novo criado pelo coração.
25/11/2016

O perfume que exala desta flor é carinho, amor, paixão por servir às pessoas algo novo criado pelo coração.

24/11/2016

A pamonha uma iguaria feita à base de milho verde, a pamonha está ligada diretamente à tradição goiana. Encontrada em diversos sabores, salgados, doces, apimentados e com os mais diferentes recheios, que incluem até jiló e guariroba, a pamonha é quase unanimidade no prato do goiano, frita, cozida ou assada, especialmente em dias chuvosos. É comum, especialmente no interior, reunir familiares e amigos para preparar caldeirões imensos da pamonhada, como forma de integração social.

24/11/2016

O Curau de milho, chamado no nordeste de canjica nordestina, tem sua origem na união de duas receitas, o pudim europeu e uma bebida densa dos tupis, que antigamente era utilizada em rituais. O próprio nome em Tupi já define sua origem, “mingau”. O curau é um doce cozido feito à base de milho, é tipo um pudim pastoso. É feito com milho, leite e açúcar.

24/11/2016

Cora Coralina, poetisa brasileira nascida na cidade de Goiás, no estado de mesmo nome, dedicou ao milho um poema. Mulher de hábitos simples e doceira de profissão, ela produziu uma obra poética em que são marcantes traços e momentos característicos do interior do país, em particular do que acontece nos becos e nas ruas históricas da cidade onde nasceu. Ao poema que fez em homenagem ao milho, Cora (nascida Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas) deu o nome de "Oração do Milho". Confira abaixo:

Oração do milho
Cora Coralina

Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso,
Nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e haste e se me ajudardes, Senhor, mesmo planta
De acaso, solitária,
Dou espigas e devolvo em muitos grãos
O grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo
E de mim não se faz o pão alvo universal.
O Justo não me consagrou Pão de Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que
Trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre,
Alimento de rústicos e animais do jugo.
Quando os deuses da Hélade corriam pelos bosques,
Coroados de rosas e de espigas,
Quando os hebreus iam em longas caravanas
Buscar na terra do Egito o trigo dos faraós,
Quando Rute respigava cantando nas searas do Booz
E Jesus abençoava os trigais maduros,
Eu era apenas o bró nativo das tabas ameríndias.
Fui o angu pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante.
Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Alimento de porcos e do triste mu de carga.
O que me planta não levanta comércio, nem avantaja dinheiro.
Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado.
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal agradecida a Vós, Senhor,
Que me fizestes necessário e humilde.
Sou o milho.

Endereço

Goiânia, GO

Horário de Funcionamento

16:00 - 22:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Flor de Milho posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Categoria