“O bom da chuva é que parece que não tem fim”. (Mário Quintana)
A precipitação de gotas de água sobre a superfície da Terra é uma das definições mais usadas para a chuva. Esse fenômeno climático divide opiniões: há os que suspiram pelo cheiro agradável de terra molhada e outros que censuram a chuva pelos transtornos que provoca nos centros urbanos. No entanto, todos sabemos da extrema importânc
ia das precipitações para a produção de alimentos e o equilíbrio climático. E se, além da precipitação de águas, tivéssemos uma torrente de poesia caindo livremente sobre nossas cabeças? O que propomos aqui é a visitação irrestrita aos textos poéticos que integram a cultura e a literatura nacionais. Pretendemos apresentar aos estudantes a lírica de Gonçalves Dias, de Carlos Drummond, de Cora Coralina, de Paulo Leminski, de João Cabral de Melo Neto, de Olavo Bilac, de Vinícius de Moraes, de Manuel Bandeira, de Cecília Meireles e de Mário Quintana, poetas que, dentre outros tantos, circum-navegaram pelas dobras de nossa língua expondo a si mesmos por meio de suas idiossincrasias, [as]simetrias e perspicácia. Adensando em palavras o inesperado, o profundo, o inaudito, o chocante, e (por que não?) o óbvio. Nesse movimento exploratório, é claro, não se podem excluir outros poetas da Língua Portuguesa que tanto contribuíram e ainda contribuem para a reconstrução de seus novos significados. Dentre esses, destacam-se nomes como os dos portugueses Luís de Camões e Fernando Pessoa; dos angolanos Gonçalo M. Tavares e Luís Quintais e dos moçambicanos Mia Couto e Tânia Tomé, também dentre outros tantos que, pelo mundo tomam como matéria-prima de seus poemas a nossa língua.