10/09/2019
Tem por aqui, você sabia?
A anta-brasileira (Tapirus terrestris) é o maior mamífero de ocorrência no país, podendo chegar até 300 kg e medindo em média 2 metros de comprimento. A fêmea costuma ser maior que o macho. Apesar de seu nome popular, esse animal ocorre em diversos países da América do Sul, desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina. Porém, sua maior área de distribuição é em solo brasileiro, ocorrendo em praticamente todos os biomas.
Trata-se de um animal herbívoro, se alimentando de uma vasta variedade de folhagem, raízes e frutos. É conhecida como “jardineira da floresta”, pois ao defecar, libera sementes presentes em suas fezes. Tornando assim, uma espécie muito importante para a manutenção e recuperação de nossas matas.
Espécie de hábito predominantemente noturno e crepuscular, dificilmente é vista durante o dia, já que prefere permanecer submersa em algum lago, lagoa ou rio. Possui uma visão ruim, porém, uma ótima audição e incrível olfato (sua tromba não deixa mentir). De comportamento solitário, é vista com outro indivíduo em apenas duas situações: período reprodutivo e/ou quando está cuidando de sua prole. O período gestacional desse mamífero é de aproximadamente 13 meses, nascendo apenas um filhote. O bebê anta possui o corpo todo listradinho, que o ajuda na camuflagem, evitando assim que seja pego por algum predador como a onça-pintada ou onça-parda. Ao longo do tempo suas listras desaparecem, dando lugar a uma coloração acinzentada.
De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie é listada como “vunerável” (VU), porém, em algumas regiões como Argentina, Lhanos da Colômbia e Mata Atlântica brasileira aparece como criticamente em perigo (CR). Infelizmente a espécie desapareceu da Caatinta e regiões próximas aos Andes.
Texto: Weslley Fernau