11/06/2026
Quantas vezes você já se pegou assumindo o papel de "guia", "mentora" ou até "salvadora" na vida de alguém com quem se relaciona?
Existe um peso histórico sobre as mulheres de que o nosso valor reside na nossa capacidade de cuidar, de consertar, de lapidar o outro. Fomos educadas para acreditar que, se nos esforçarmos o suficiente e "ajustarmos" o comportamento da pessoa parceira, finalmente teremos a relação dos sonhos.
Mas vamos falar a verdade: relacionamento não é clínica de reabilitação.
Quando você assume a responsabilidade de "consertar" o outro, você entra em um ciclo de exaustão emocional que trava a sua própria vida. Você deixa de ser a protagonista da sua história para ser a gerente do desenvolvimento alheio. E, enquanto você tenta salvar o outro, quem está cuidando do seu crescimento?
Na perspectiva da psicologia histórico-cultural, entendemos que o sujeito se constrói nas relações, sim. Mas um encontro saudável acontece entre duas pessoas que já estão em processo de construção individual e não entre alguém que transborda e alguém que precisa de reparos.
Relacionamento é sobre troca, não sobre pedagogia. É sobre duas subjetividades inteiras que se encontram, se admiram e caminham juntas, sem que nenhuma delas precise anular sua própria essência para "salvar" o próximo.
Se você está exausta de ser a bússola de alguém, talvez seja hora de ajustar a direção para o seu próprio caminho.
Quer entender quais padrões estão te mantendo nesse lugar de "salvadora"? O espaço de terapia é o lugar ideal para desconstruir isso. Convido você a transformar sua jornada. Encontre meu contato na bio.
Camila Paola Baier - Psicóloga CRP 12/19811