A piscicultura pode ser considerada uma atividade bem mais recente que as demais culturas zoo-técnicas. Somente no início da década de 80, com o desenvolvimento da tecnologia de reprodução em laboratório das espécies nativas brasileiras (pacu, tambaqui, etc.) a atividade ganhou fôlego, sendo também fortemente impulsionada por uma nova modalidade de lazer, que passou a integrar a paisagem agrária b
rasileira no final da década de 80 e início da década de 90: o surgimento dos pesque-pague. O desenvolvimento desse segmento, principalmente no estado de São Paulo, gerou uma forte demanda por peixes produzidos em cativeiro, alavancando toda a cadeia produtiva, com surgimento de grandes pisciculturas, produtores de alevinos, transportadores de peixes vivos, desenvolvimento de rações, pesquisas para introdução de novas espécies, etc. Neste contexto, a UNIMAR foi uma das pioneiras ao construir, no início dos anos 90, um dos mais modernos e bem equipados laboratórios de piscicultura do país e que possibilitou a produção de milhares de alevinos, além da realização de inúmeras pesquisas científicas sobre nutrição e reprodução de várias espécies nativas dos rios brasileiros. Com o desenvolvimento da atividade, uma nova modalidade de criação, muito mais intensiva, possibilitou à piscicultura entrar na era da produção industrial de peixes para consumo. Esta modalidade consiste na criação de peixes em tanques –rede ou gaiolas e, além de altíssimos níveis de produção, permite a exploração de grandes reservatórios e represas. Atualmente, o setor de piscicultura da UNIMAR vem se especializando no desenvolvimento desta cultura através da produção intensiva de Tilápias nas represas de sua fazenda experimental bem como buscando o estabelecimento de parcerias com pisciculturas da região, que já desenvolvem este tipo de cultivo, no sentido de alavancarem a atividade, tornando-a mais uma alternativa aos produtores rurais da região. O QUE VENDE:
O setor de piscicultura da Unimar comercializa atualmente alevinos de pacu e tambacu para engorda em represas; lambaris e carpas ornamentais além de tilápias com peso médio superior a 700 gramas, entregues vivas para frigoríficos e pesque-pagues de Marília e região.