11/08/2026
🐝 E se o veneno produzido pelas abelhas pudesse ajudar a potencializar um tratamento para o Parkinson?
Um estudo publicado em maio de 2026 na revista Neuroprotection investigou essa possibilidade.
Pesquisadores da Universidade de Guadalajara utilizaram camundongos com um modelo experimental de Parkinson e compararam animais tratados apenas com levodopa + carbidopa com animais que receberam a mesma combinação associada ao veneno de abelha liofilizado.
Os animais que receberam a combinação apresentaram melhor simetria dos movimentos, menos arrastamento da pata afetada e melhor desempenho em te**es relacionados à função motora e ao reconhecimento de objetos.
Mas isso ainda não significa que o veneno de abelha seja um tratamento para Parkinson.
O experimento foi realizado em camundongos, não em pessoas. Além disso, os próprios pesquisadores destacam que ainda são necessários estudos que investiguem os mecanismos envolvidos por meio de avaliações histológicas e moleculares.
O veneno de Apis mellifera contém moléculas como melitina, apamina e fosfolipase A2, que já são estudadas por seus efeitos sobre processos inflamatórios, oxidativos e atividade neuronal. Mas, neste estudo específico, esses mecanismos ainda são uma hipótese para explicar os resultados observados, e não algo que tenha sido diretamente comprovado pelos experimentos.
Uma descoberta em camundongos pode abrir caminho para novas pesquisas, mas ainda existe uma longa distância entre um resultado experimental e um tratamento disponível para pessoas.
A colmeia continua mostrando que ainda temos muito para descobrir, não acha ? 🐝🍯
Fonte principal: López-Pérez SJ, Noriega-Ruiz MA, Lomeli-Lepe AK. Bee venom enhances dopaminergic function and behavioral recovery in a murine model of Parkinson’s disease. Neuroprotection. 2026;4(2):169-177. DOI: 10.1002/nep3.70038.
Outros estudos experimentais também já haviam investigado o veneno de abelha e a apamina em modelos animais de Parkinson, incluindo pesquisas publicadas em 2013 e 2022.