05/05/2026
Ela não sabe… mas crescemos e vamos completar, este ano, 31 anos.
Ela não sabe, mas tivemos um filho lindo, parecido com ela quando pequena. Construímos um negócio, somos independentes e temos saúde para encarar a vida.
Ela não sabe, mas nos tornamos uma mulher forte, temente a Deus e cheia de propósitos.
Ela não sabe, mas superamos traumas da infância. Encerramos ciclos, quebramos padrões e estamos criando nosso menino com todo o cuidado, poupando ele de tudo aquilo que não queríamos para nós.
Ela não sabe… mas o tamanho do orgulho que sentimos dela não cabe no peito.
Ter um filho autista me fez querer reviver e entender a criança que eu fui — e a que ainda existe dentro de mim.
Quando olho para o Arthur, vejo uma eterna criança. Sem maldade, sem compreender as durezas do mundo… e, às vezes, não sei se isso me conforta ou me assusta.
Que a gente nunca deixe morrer a criança que existe dentro de nós.
Que possamos sorrir, brincar e ser quem somos, sem medo dos padrões que a sociedade impõe.
Que, quando doer, possamos sempre recorrer ao abraço acolhedor dos nossos pais.
E que, no fim da tarde, o maior compromisso seja um café com bolo na casa da vó 🤍