29/09/2025
CH3OH. Trabalhamos há mais de 20 anos com a produção de álcool etílico de alta pureza e bebidas premium. Vemos agora episódios de intoxicação e mortes causadas pelo consumo de bebida contaminada com metanol. A indústria precisa de uma série de autorizações, licenças e alvarás. Registro na Receita Federal, enquadramento fiscal, controle volumétrico e selo de controle. IPI na estratosfera, IR, CSLL, P*S e COFINS. No âmbito estadual não é diferente. ICMS nas alturas e ICMS de substituição tributária. Além disso, registros de estabelecimento e de produtos no MAPA. Vigilância Sanitária, CETESB, IBAMA. Tudo isso torna a bebida de qualidade cara. Assim, os governos como sócios majoritários e ineficientes na fiscalização têm sua parcela de responsabilidade - tornam o produto caro, estimulando os falsários que ganham muito e os revendedores, igualmente criminosos, que adquirem por valor baixo visando somente o lucro. Muitos produtos com origem mas sem qualidade e com preços baixos estão na reengenharia fiscal (sonegação), pois a análise de custos não fecha a conta. Assim, como a pequena indústria sobrevive? E o consumidor? Gin falso contaminado com metanol - uma bebida com concentração alcoólica elevada e rica em botânicos que mascaram a presença do contaminante em altos teores. Proprietários inescrupulosos de adegas, bares e afins, abram os olhos!