03/11/2025
Na última semana, o ex-presidente Donald Trump anunciou um novo acordo comercial com a China e o impacto pode ser direto no coração do agronegócio brasileiro.
Entre os pontos do acordo, Pequim se comprometeu a retomar as compras de soja norte-americana, com volumes mínimos de 12 milhões de toneladas ainda em 2025 e 25 milhões de toneladas anuais entre 2026 e 2028. Além disso, a China suspenderá as tarifas retaliatórias sobre produtos agrícolas dos EUA, como soja, milho, carne e algodão.
Na prática, isso signif**a que parte da demanda chinesa, que nos últimos anos migrou fortemente para o Brasil, pode voltar a ser parcialmente atendida pelos EUA.
🔎 Por que isso importa para o Brasil:
Desde a guerra comercial de 2018, o Brasil se consolidou como principal fornecedor de soja à China.
Uma reaproximação entre Pequim e Washington tende a reduzir o prêmio pago pela soja brasileira e pressionar as margens de exportação.
O movimento também pode influenciar fretes, câmbio e preços nos portos, especialmente a partir da safra 2025/26.
Enquanto o mercado absorve a notícia, traders e exportadores brasileiros observam com atenção o comportamento dos futuros em Chicago e dos prêmios FOB nos portos brasileiros.
📈 O jogo da soja voltou a ser geopolítico.