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Porto de Anjo - Parto domiciliar Equipe de parto domiciliar planejado e acompanhamento de partos naturais hospitalar em Rio Verde - GO e região. Enfermeira Obstétrica Angela Gasparoto

Porto de Anjo - Parto Domiciliar

Equipe de parto domiciliar planejado e acompanhamento de partos naturais hospitalar em Rio Verde - GO e região. Apoio e incentivo ao parto natural, lutando pela humanização do parto!

Minha gratidão à equipe de enfermagem da Unimed, sempre tão carinhosa, atenciosa e cuidadosa.À Dra Helena Cunha | Gineco...
23/09/2026

Minha gratidão à equipe de enfermagem da Unimed, sempre tão carinhosa, atenciosa e cuidadosa.
À Dra Helena Cunha | Ginecologista•Obstetra , obstetra e neonatologista, pelo cuidado e pela presença tão especiais.
À Dra. Flávia Barbosa | Gineco | Obstetra | Ultrassom | Rio Verde , obstetra que, mesmo distante neste nascimento, esteve presente em toda a história e no cuidado dessa família.
E ao casal, obrigada pela confiança e por me permitirem estar ao lado de vocês nesse momento tão único. Há nascimentos que a gente acompanha, e há aqueles que também ficam na gente. ♡

RELATO DE PARTO | NA VISÃO DA PARTEIRAOntem eu não vi apenas o nascimento de Martin.Eu vi um amor que sustentava outro a...
23/09/2026

RELATO DE PARTO | NA VISÃO DA PARTEIRA
Ontem eu não vi apenas o nascimento de Martin.
Eu vi um amor que sustentava outro amor.
Vi Igor completamente entregue à Karin. Atrás dela, ao lado dela, olhando, tocando, fazendo massagem, entrando na banheira. Não entrou apenas de corpo. Entrou de corpo e alma.
Karin procurava o olhar, o toque e a presença dele. E ele estava ali, inteiro.
Mas também vi a força daquela mulher.
Ela não pensou em desistir. Ela atravessou cada contração com a força de quem sabe quem é. E quando a dor apertava um pouco mais, Igor dizia que aquilo era pequeno diante da mulher dele.
E ele tinha razão.
Porque Karin era maior que a contração. Maior que a dor.
Ela era força, entrega, coragem e também amor.
Talvez seja exatamente por isso que aquele homem seja tão apaixonado por ela. Porque ele conhece a mulher que tem. Ele sabe da grandeza dela e, naquele dia, não precisou fazer por ela. Precisou apenas estar com ela.
E como parteira, eu vi naquele encontro algo poderoso: o toque, o olhar, a segurança, o amor... tudo fazendo parte daquele nascimento.
Foi meu primeiro parto depois que meu neto nasceu. Em determinado momento, olhei para Karin e me emocionei. Lembrei do nascimento da minha filha. Lembrei do nascimento do meu neto. E chorei.
Porque ontem o amor estava vibrando no ar.
Martin nasceu do amor verdadeiro de dois grandes seres.
Parabéns, Karin e Igor.
Eu só vi amor.
E vi a força de uma mulher sendo reconhecida por quem mais a ama.

Chegar em casa sem esperar absolutamente nada e encontrar um buquê de rosas vermelhas, acompanhado de palavras que tocam...
22/09/2026

Chegar em casa sem esperar absolutamente nada e encontrar um buquê de rosas vermelhas, acompanhado de palavras que tocam tão fundo… faz qualquer pessoa chorar e agradecer a Deus.
Chorei.
Chorei porque existem encontros que o tempo não apaga. Porque acompanhar um nascimento é muito mais do que estar presente no dia em que um bebê chega. É entrar, por um instante, na história de uma família e deixar um pedacinho da nossa própria história ali também.
Maria Laura, talvez você nem saiba o quanto esse gesto me alcançou.
Hoje, quem cuidou, quem esteve junto, quem testemunhou o nascimento… fui eu.
Mas hoje foi você quem me abraçou através dessas flores.
Obrigada por me lembrar que, quando fazemos o nosso trabalho com amor, ele continua florescendo muito depois do nascimento.
Algumas pessoas a gente agradece com palavras. Outras, com flores.
E eu só consigo agradecer a Deus por ter colocado vocês no meu caminho. 🌹

Eu acho lindo ver as pessoas correndo. Exercício faz parte da vida e precisa ser incentivado.Mas fico pensando: quando s...
19/09/2026

Eu acho lindo ver as pessoas correndo. Exercício faz parte da vida e precisa ser incentivado.
Mas fico pensando: quando será que Rio Verde vai construir um espaço adequado para as corridas, onde possamos incentivar o esporte sem precisar fechar tantas ruas e impedir a circulação de quem precisa passar?
Nem todo mundo está de folga no sábado. Nem todo mundo está passeando. Tem gente trabalhando, tem profissional indo atender alguém, tem emergência acontecendo.
Eu acolho partos domiciliares e hospitalares. Já precisei passar por uma sinalização durante um parto e ouvi de um agente de trânsito: “isso não existe, parto em casa não existe”.
Existe, sim. E existem muitas outras situações que ele também desconhece.
A questão não é deixar de correr. É a gente aprender a olhar para o outro.
Que a cidade incentive o esporte, mas também pense em quem precisa chegar.
Corrida sim. Empatia também.

VOCÊ PODE NÃO ESTAR FELIZ.E eu quero que você saiba que pode me contar isso.Pode dizer que está assustada.Que não está g...
19/09/2026

VOCÊ PODE NÃO ESTAR FELIZ.
E eu quero que você saiba que pode me contar isso.
Pode dizer que está assustada.
Que não está gostando de estar grávida.
Que seu corpo mudou e você não está se reconhecendo.
Que imaginou uma coisa e está vivendo outra.
Que tem medo do parto.
Que depois que o bebê nasceu você não se encontrou.
Que todo mundo parece encantado e você só consegue pensar em quando essa fase vai passar.
Você pode dizer.
Sem vergonha.
Sem culpa.
Sem precisar colocar um sorriso no rosto para ninguém.
Porque a maternidade não acontece do mesmo jeito para todas as mulheres.
Tem mulher que vive uma gestação leve, feliz, encantada.
E tem mulher que atravessa a gestação contando os dias.
Tem mulher que se apaixona imediatamente pelo bebê.
E tem mulher que precisa de tempo para construir esse encontro.
Tem mulher que vive um parto que a transforma.
E tem mulher que sai dele assustada, tentando entender tudo o que aconteceu.
Tem mulher que chega ao puerpério radiante.
E tem mulher que olha para o próprio colo e pensa:
“Meu Deus, onde eu estou nessa história?”
E sabe o que eu quero te dizer?
Você não precisa sentir aquilo que esperam que você sinta.
Você não precisa estar feliz o tempo inteiro para amar seu filho.
Você não precisa agradecer o tempo inteiro para ser grata.
Você não precisa estar encantada para ser uma boa mãe.
Você é uma mulher atravessando uma das maiores transformações da sua vida.
E pode ser bonito.
Pode ser difícil.
Pode ser assustador.
Pode ser tudo isso no mesmo dia.
Então, se hoje você não está bem, não esconda isso atrás de uma fotografia bonita.
Fale.
Procure alguém que saiba te escutar sem te julgar.
Porque talvez você não precise de alguém dizendo:
“Você deveria estar feliz.”
Talvez você precise de alguém segurando sua mão e dizendo:
“Eu estou aqui.
Você não precisa fingir comigo.
Vamos atravessar isso juntas.”
É isso que eu desejo para toda mulher que chega até mim.
Não uma maternidade perfeita.
Uma maternidade onde ela também possa existir.
Especial para você ♡

Setembro do ano passado foi um dos meses mais difíceis e doloridos da minha vida.Era primavera, mas dentro de mim pareci...
02/09/2026

Setembro do ano passado foi um dos meses mais difíceis e doloridos da minha vida.
Era primavera, mas dentro de mim parecia que nada florescia.
Foi um tempo de recolhimento. Um tempo em que eu precisei aprender a viver com dores que não tinham nome, com saudades que ainda nem sabiam onde morar. Foi o tempo em que minha Maria Victória foi seguir a vida dela, levando consigo os sonhos de construir sua família… e também a dor das três sementes que não puderam florescer em nossos braços.
Eu fiquei.
Fiquei tentando entender os silêncios de Deus, os caminhos da vida e essa sensação de que, naquele setembro, a primavera tinha esquecido de passar por mim.
Mas hoje eu sei.
Enquanto eu achava que tudo estava parado, enquanto eu acreditava que a vida apenas me recolhia, uma semente já estava sendo cuidada debaixo da terra.
E ela germinou.
Em agosto deste ano, José Antônio nasceu.
E, com ele, nasceu também uma nova primavera dentro de mim.
Passei esse tempo na casa da minha Maria Victória, em Sorriso, vivendo de perto cada espera, cada medo, cada esperança e, finalmente, a chegada do nosso menino.
Agora eu volto para casa.
Mas não volto como parti.
No setembro passado, minha filha foi para a vida dela e eu precisei aprender a ficar.
Neste setembro, eu volto para a minha vida com a semente germinada nos braços da nossa história.
Porque, às vezes, quando pensamos que fomos enterrados pela dor, a vida está apenas nos plantando.
E então chega um novo setembro.
E tudo aquilo que parecia perdido floresce. 🌼

Minha avó paterna tinha mãos grandes.Meu pai também.Eu nasci com essas mesmas mãos,e minha filha, sem saber, carregou a ...
25/08/2026

Minha avó paterna tinha mãos grandes.
Meu pai também.
Eu nasci com essas mesmas mãos,
e minha filha, sem saber, carregou a mesma herança.
E hoje, quando olho para as mãos de José Antônio,
vejo o tempo fazendo seu desenho outra vez.
Mãos que seguram,
que amparam,
que trabalham,
que acariciam,
que dizem tanto sem precisar de palavras.
Talvez as mãos sejam mesmo uma das formas mais bonitas
que a vida encontrou de nos lembrar de onde viemos.
Nas mãos de José Antônio,
eu não vejo apenas um bebê.
Vejo minha avó, meu pai, minha história,
minha filha…
e uma nova geração recebendo,
nas próprias mãos,
um pedacinho de tudo o que veio antes.

Quando nasce um bebê, não nasce apenas uma criança. Nasce uma família inteira.Nasce uma mãe, um pai, um filho, uma avó, ...
20/08/2026

Quando nasce um bebê, não nasce apenas uma criança. Nasce uma família inteira.
Nasce uma mãe, um pai, um filho, uma avó, um avô, tios, irmãos… nascem novos papéis, novos sentimentos e uma nova maneira de existir.
Nasce também uma nova rotina, novas responsabilidades, medos, descobertas e um amor que ninguém consegue explicar antes de viver.
Por isso, quando um bebê chega, é preciso olhar para toda essa família que está nascendo junto.
É preciso apoio, colo, escuta, paciência e presença.
Porque enquanto todos celebram a chegada do bebê, existe uma mãe aprendendo a ser mãe, um pai descobrindo seu lugar e uma família inteira se reorganizando para acolher aquela nova vida.
Todo nascimento transforma.
Todo nascimento faz nascer muito mais do que um bebê.
Faz nascer uma nova família.

Quem faz a parteira é a mulher.A cada parto, seguimos, aprendemos e melhoramos.Porque não somos nós que ensinamos a mulh...
10/08/2026

Quem faz a parteira é a mulher.
A cada parto, seguimos, aprendemos e melhoramos.
Porque não somos nós que ensinamos a mulher a parir.
É a mulher que nos ensina a partejar.

Eu sempre idealizei o parto.Talvez porque gosto de desafios.Sempre quis uma história diferente, um parto que me atravess...
10/08/2026

Eu sempre idealizei o parto.
Talvez porque gosto de desafios.
Sempre quis uma história diferente, um parto que me atravessasse, que me tirasse do lugar, que me fizesse crescer.
Mas esse parto me ensinou que, às vezes, a vida nos entrega exatamente o desafio que estávamos procurando.
A cada “ai, mãe”, era como se uma espada atravessasse meu coração.
E eu segurei.
Não demonstrei.
Respirei, permaneci e confiei.
Ali estavam a fé, a determinação, a parteira ativada.
Mas também estava a mãe.
A mulher.
A ancestralidade.
A emoção.
A responsabilidade de uma vida inteira.
Eu sei que sou parteira.
Eu sou.
E talvez essa seja a primeira vez em que posso dizer, com a alma inteira:
eu não preciso mais idealizar o parto.
Porque todo o desafio que eu buscava, toda a história que eu imaginava, toda a realização que eu sonhava viver como mãe, mulher e parteira…
aconteceu ali.
Na minha filha.
Nas mãos que amparei.
No filho dela que recebi.
Eu não preciso de um parto maior.
Eu já vivi a minha glória.

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