Porto de Anjo - Parto domiciliar

Porto de Anjo - Parto domiciliar Equipe de parto domiciliar planejado e acompanhamento de partos naturais hospitalar em Rio Verde - GO e região. Enfermeira Obstétrica Angela Gasparoto

Porto de Anjo - Parto Domiciliar

Equipe de parto domiciliar planejado e acompanhamento de partos naturais hospitalar em Rio Verde - GO e região. Apoio e incentivo ao parto natural, lutando pela humanização do parto!

Setembro do ano passado foi um dos meses mais difíceis e doloridos da minha vida.Era primavera, mas dentro de mim pareci...
02/09/2026

Setembro do ano passado foi um dos meses mais difíceis e doloridos da minha vida.
Era primavera, mas dentro de mim parecia que nada florescia.
Foi um tempo de recolhimento. Um tempo em que eu precisei aprender a viver com dores que não tinham nome, com saudades que ainda nem sabiam onde morar. Foi o tempo em que minha Maria Victória foi seguir a vida dela, levando consigo os sonhos de construir sua família… e também a dor das três sementes que não puderam florescer em nossos braços.
Eu fiquei.
Fiquei tentando entender os silêncios de Deus, os caminhos da vida e essa sensação de que, naquele setembro, a primavera tinha esquecido de passar por mim.
Mas hoje eu sei.
Enquanto eu achava que tudo estava parado, enquanto eu acreditava que a vida apenas me recolhia, uma semente já estava sendo cuidada debaixo da terra.
E ela germinou.
Em agosto deste ano, José Antônio nasceu.
E, com ele, nasceu também uma nova primavera dentro de mim.
Passei esse tempo na casa da minha Maria Victória, em Sorriso, vivendo de perto cada espera, cada medo, cada esperança e, finalmente, a chegada do nosso menino.
Agora eu volto para casa.
Mas não volto como parti.
No setembro passado, minha filha foi para a vida dela e eu precisei aprender a ficar.
Neste setembro, eu volto para a minha vida com a semente germinada nos braços da nossa história.
Porque, às vezes, quando pensamos que fomos enterrados pela dor, a vida está apenas nos plantando.
E então chega um novo setembro.
E tudo aquilo que parecia perdido floresce. 🌼

Minha avó paterna tinha mãos grandes.Meu pai também.Eu nasci com essas mesmas mãos,e minha filha, sem saber, carregou a ...
25/08/2026

Minha avó paterna tinha mãos grandes.
Meu pai também.
Eu nasci com essas mesmas mãos,
e minha filha, sem saber, carregou a mesma herança.
E hoje, quando olho para as mãos de José Antônio,
vejo o tempo fazendo seu desenho outra vez.
Mãos que seguram,
que amparam,
que trabalham,
que acariciam,
que dizem tanto sem precisar de palavras.
Talvez as mãos sejam mesmo uma das formas mais bonitas
que a vida encontrou de nos lembrar de onde viemos.
Nas mãos de José Antônio,
eu não vejo apenas um bebê.
Vejo minha avó, meu pai, minha história,
minha filha…
e uma nova geração recebendo,
nas próprias mãos,
um pedacinho de tudo o que veio antes.

Quando nasce um bebê, não nasce apenas uma criança. Nasce uma família inteira.Nasce uma mãe, um pai, um filho, uma avó, ...
20/08/2026

Quando nasce um bebê, não nasce apenas uma criança. Nasce uma família inteira.
Nasce uma mãe, um pai, um filho, uma avó, um avô, tios, irmãos… nascem novos papéis, novos sentimentos e uma nova maneira de existir.
Nasce também uma nova rotina, novas responsabilidades, medos, descobertas e um amor que ninguém consegue explicar antes de viver.
Por isso, quando um bebê chega, é preciso olhar para toda essa família que está nascendo junto.
É preciso apoio, colo, escuta, paciência e presença.
Porque enquanto todos celebram a chegada do bebê, existe uma mãe aprendendo a ser mãe, um pai descobrindo seu lugar e uma família inteira se reorganizando para acolher aquela nova vida.
Todo nascimento transforma.
Todo nascimento faz nascer muito mais do que um bebê.
Faz nascer uma nova família.

Quem faz a parteira é a mulher.A cada parto, seguimos, aprendemos e melhoramos.Porque não somos nós que ensinamos a mulh...
10/08/2026

Quem faz a parteira é a mulher.
A cada parto, seguimos, aprendemos e melhoramos.
Porque não somos nós que ensinamos a mulher a parir.
É a mulher que nos ensina a partejar.

Eu sempre idealizei o parto.Talvez porque gosto de desafios.Sempre quis uma história diferente, um parto que me atravess...
10/08/2026

Eu sempre idealizei o parto.
Talvez porque gosto de desafios.
Sempre quis uma história diferente, um parto que me atravessasse, que me tirasse do lugar, que me fizesse crescer.
Mas esse parto me ensinou que, às vezes, a vida nos entrega exatamente o desafio que estávamos procurando.
A cada “ai, mãe”, era como se uma espada atravessasse meu coração.
E eu segurei.
Não demonstrei.
Respirei, permaneci e confiei.
Ali estavam a fé, a determinação, a parteira ativada.
Mas também estava a mãe.
A mulher.
A ancestralidade.
A emoção.
A responsabilidade de uma vida inteira.
Eu sei que sou parteira.
Eu sou.
E talvez essa seja a primeira vez em que posso dizer, com a alma inteira:
eu não preciso mais idealizar o parto.
Porque todo o desafio que eu buscava, toda a história que eu imaginava, toda a realização que eu sonhava viver como mãe, mulher e parteira…
aconteceu ali.
Na minha filha.
Nas mãos que amparei.
No filho dela que recebi.
Eu não preciso de um parto maior.
Eu já vivi a minha glória.

E foi assim que o parto se abriu.Foram dias de pródromos, noites sem dormir, fome restrita, muito calor. Um trabalho de ...
10/08/2026

E foi assim que o parto se abriu.
Foram dias de pródromos, noites sem dormir, fome restrita, muito calor. Um trabalho de parto lento, uma descida lenta.
E a minha maior preocupação era uma só: que o cansaço vencesse ela.
Ela não precisou de nada além de uma mão para segurar e de alguém que dissesse: confia.
Não deu um pio. Não gritou. Não falou uma única vez em desistência. Não disse que não conseguiria.
E o Eduardo foi fundamental. Meu genro me disse: “Eu confio em você. Eu já vi você sair e voltar três dias depois por causa de parto. Eu sei que demora. E está tudo bem.”
E estava.
A postura dela, centrada, decidida e calma, acalmava todas as estruturas daquele parto. A minha também.
Eu conversei muito com Deus nesses dias. Não porque duvidasse do parto, nem por um instante pensei em outra via. Eu só pedia que, se pudesse, Ele tornasse aquele caminho mais rápido, mais suave, porque eu tinha medo do cansaço dela.
Mas talvez aquele parto precisasse exatamente daquele tempo.
Era um útero cheio de memória. Uma mulher carregando uma história imensa. Três perdas, muita espera, muita fé, um filho profundamente desejado.
Ele não precisava chegar depressa.
Precisava chegar no tempo dele.
Era a história dela.
Era a nossa história.
E aquela história estava se formando diante dos nossos olhos, hora após hora, contração após contração.
E tivemos ainda a presença linda da mãe do Eduardo, parceira silenciosa, que não interferiu. Apenas esteve. Chorou a dor junto com a nora e viveu conosco aquele nascimento.
Cada um ocupou o seu lugar.
E José Antônio encontrou o caminho.
Sem pressa. Sem desistência. Com confiança.

O que mais aprendi com ela foi a simplicidade do parto.Eu tentei barganhar. Ofereci outros profissionais solícitos, que ...
10/08/2026

O que mais aprendi com ela foi a simplicidade do parto.
Eu tentei barganhar. Ofereci outros profissionais solícitos, que poderiam ajudá-la. Eu dizia: “Não consigo levar tudo.”
Ela respondeu: “Não precisa.”
E ali estava a resposta.
Ela já havia assistido a tantos partos comigo. Durante dois anos, trabalhou ao meu lado como doula. Conhecia o nascimento, conhecia minhas mãos e, acima de tudo, confiava em mim.
Eu disse: “Prepare sua mente para todas as possibilidades.”
E ela preparou.
Sem excessos. Sem grandes estruturas. Apenas amor, entrega, segurança e determinação.
Eu, que tantas vezes ensinei mulheres a confiarem em seus corpos, naquele dia precisei confiar na minha filha.
Porque quando uma mulher se sente segura, ela não precisa de muito.
Ela precisa de presença. De respeito. E de alguém que não duvide dela.
Ela pariu com o corpo.
Eu a acompanhei com a alma.
E José Antônio chegou assim:
simples, intenso, sagrado.
E me deixou uma das maiores lições da minha vida:
confiar também é uma forma de amar.

A gestação foi abençoada.E, junto dela, nasceu também o desejo de um parto normal, domiciliar, consciente e seguro.Mas e...
10/08/2026

A gestação foi abençoada.
E, junto dela, nasceu também o desejo de um parto normal, domiciliar, consciente e seguro.
Mas então chegou o nosso maior impasse: o lugar.
Para mim, como profissional, minha segurança era Rio Verde, em Goiás.
Para minha filha, a segurança estava no solo do Mato Grosso, onde ela escolheu viver e onde queria receber seu filho.
E, pela primeira vez, nós duas queríamos coisas diferentes.
Tivemos um desentendimento.
Vieram dias de silêncio, de ausência, de pouca comunicação.
E talvez aquela tenha sido uma das dores mais difíceis que vivi nessa jornada.
Porque, durante toda a vida profissional, minha filha sempre precisou me dividir com tantas mulheres.
Mas naquela gestação, ela precisava de uma coisa que nenhuma outra mulher poderia precisar de mim: ser única.
Era a filha falando com a mãe.
Não era a enfermeira obstetra falando com uma gestante.
E então ela me disse algo que atravessou minha alma:
“Mãe, você me ensinou que parto seguro é onde a mulher se sente segura.”
Naquele instante, eu entendi.
Não era sobre Rio Verde.
Não era sobre Mato Grosso.
Não era sobre onde eu me sentia mais segura.
Era sobre onde minha filha se sentia segura.
E eu fui.
Atravessei quilômetros, medos, incertezas e até aquilo que dentro de mim dizia que eu deveria permanecer no conhecido.
Fui para o Mato Grosso.
Porque algumas viagens a gente faz de carro.
Outras, a gente faz pelo amor.
E aquela eu faria quantas vezes fossem necessárias.
Porque antes de ser enfermeira obstetra, antes de conhecer protocolos, riscos e caminhos…
eu era mãe.
E naquele momento, minha filha não precisava da profissional que ensinou tantas mulheres a parir.
Ela precisava simplesmente da mãe que seguraria sua mão.
E eu fui.
Fui para que ela pudesse parir onde o coração dela dizia que era seguro.
E talvez esse tenha sido o parto mais profundo que vivi:
o parto de aprender a soltar o controle para proteger aquilo que eu mais amava.

A história do nascimento de José Antônio 🤍Muitas pessoas me perguntaram sobre o parto da minha filha. Então pensei em co...
10/08/2026

A história do nascimento de José Antônio 🤍
Muitas pessoas me perguntaram sobre o parto da minha filha. Então pensei em contar essa história desde o início, para todos que acompanharam, torceram e rezaram conosco.
Todos sabem o quanto esse neto foi desejado. Sabem também das dores das três perdas que vieram antes dele.
José Antônio veio pela fé, pela oração e por um chamado que parecia tão forte que era como se ele dissesse: eu vou chegar.
E chegou.
Em terras do Mato Grosso, desceu ao ventre de sua mãe e ali começou uma nova história.
Durante a gestação, chegou o momento de escolher como ele nasceria. Minha filha, no início, tinha dúvidas sobre a via de nascimento.
E eu entreguei essa decisão a ela.
Porque parto é sobre a mulher. Sobre sua história, seus medos, seus desejos e suas escolhas.
Como enfermeira obstétrica, eu poderia orientar. Como mãe, eu poderia ter minhas próprias expectativas. Mas, acima de tudo, eu precisava respeitar a mulher que estava diante de mim, prestes a nascer também como mãe.
E estava tudo bem com a escolha dela.
Eu só queria estar ao lado. Amparar. Cuidar. Confiar.
E então José Antônio chegou.
Depois de três perdas, tantas lágrimas e tantas orações, recebemos finalmente o nosso encontro.
Porque alguns nascimentos começam muito antes do trabalho de parto.
José Antônio nasceu primeiro na fé.
Nasceu nas orações.
Nasceu no coração de sua mãe.
E nasceu no amor de uma família inteira.
Ele não chegou apenas ao mundo.
Ele chegou para transformar a nossa história. 🤍

Fernanda,Há encontros que o corpo explica. O nosso sempre foi de alma.Quando você me escolheu mais uma vez para viver o ...
31/07/2026

Fernanda,
Há encontros que o corpo explica. O nosso sempre foi de alma.
Quando você me escolheu mais uma vez para viver o nascimento da Liz, a vida desenhou um caminho diferente. Meu corpo não pôde estar ao seu lado, mas meu coração nunca saiu daí. Vivi cada contração pelas mensagens, cada centímetro de dilatação pelas notícias, cada emoção pelas chamadas de vídeo. Rezei, torci, vibrei e estive com você da forma mais verdadeira que o amor permite.
A Liz escolheu o seu próprio tempo. Escolheu nascer no dia 27 de julho, exatamente quando estava pronta para encontrar vocês.
Enquanto eu estava presente de alma, minha extensão, Edilene, segurava suas mãos, acolhia sua força e representava tudo aquilo que construímos juntas. Ao lado da querida Dra. Wayne, vocês formaram uma equipe extraordinária para receber essa menina tão esperada com respeito, amor e delicadeza.
Obrigada por confiar em mim mais uma vez. Obrigada por me permitir fazer parte da história da Liz, mesmo que de uma forma diferente da que imaginávamos.
Mais uma vez a vida me ensinou que o amor não conhece distância. Há presenças que acontecem pelo toque... e há presenças que acontecem na alma. E eu estive aí, com você, em cada oração, em cada espera e no primeiro choro da Liz.

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Telefone

64 99224-5178

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