06/05/2021
Um projeto social.
Sempre quis fazer algo diferente. Tive alguns impulsos, projetos, ideias e sonhos. Uns malucos, outros nem tanto.
Em meu ultimo sonho, sonhei em matar a fome. Até agora não sei se é algo ousado ou ingênuo.
Para isso, meu primeiro impulso foi distribuir comida.
Me pareceu o mais sensato a se fazer, afinal, fome se mata com comida.
Mas um dia olhei para minha própria fome. Não aquela da barriga, mas da alma. Caiu a ficha que fome é tão diverso quanto é diversa a natureza humana.
Temos fome da barriga, fome de perseguir sonhos, fome de justiça, fome de carinho , de afeto, de empatia e tantas outras que podemos até perder a conta.
E por que seria diferente com quem está em situação de vulnerabilidade?
Será humano, justo, bom, apenas entregar comida? Provável que sim, mas não suficiente.
Ser humano é ser desejante, é manifestar a alma, é poder querer, ser ouvido.
Este aprendizado me levou a querer mais que alimentar corpos, alimentar também almas.
Assim brotou este projeto social.
(Considerando os perigos desse momento de pandemia, tudo o que irei propor será feito de máscara, com álcool em gel, em lugares abertos e com distanciamento seguro.)
Como funciona:
10% da produção de molhos é destinado ao projeto. Assim, levaremos comida, que será uma massa com um dos molhos do Molho do Mario, e o tipo de molho será escolhido pela pessoa em situação de vulnerabilidade.
Os voluntários que vão comigo entregar pessoalmente comida à pessoas em situação de vulnerabilidade, jantam com a pessoa no ato da entrega.
Jantam e conversam.
Contam um pouco um para o outro quem são, o que gostam de fazer, qual sua música favorita, e as lembranças boas que tem da vida.
Conversar, comer juntos, sempre representou vínculo em toda história humana. Ao enxergar um ao outro, mata-se mais de uma fome, de mais de uma alma.
Com essa finalidade procuro voluntários. Além de doações de massas em geral, embalagens para as marmitas, talheres e guardanapos .
Conto com vocês.