10/10/2026
5 vinhos naturais que provei em Florença — e cinco interpretações bem diferentes do que um vinho natural pode ser. 🍷🇮🇹
Passei pela Vineria Sonora e aproveitei para provar alguns produtores e uvas que dificilmente encontro com tanta facilidade no Brasil.
Stefanago Mischiabacche — Riesling Renano e Müller-Thurgau. Mais contido nos aromas, com fruta branca, ervas e leve floral. Boa acidez, mais textura e final com amêndoa.
Come As You Are — Podere Giardino — frizzante de Spergola. Bem seco, refrescante, com acidez alta, bolha discreta, cítricos, maçã verde, leve nota de levedura e final salino.
Tutto Anfora — La Ginestra — Trebbiano Toscano com maceração e passagem por ânfora. Casca de laranja, fruta amarela, chá branco e toque terroso. Tanino fino, boa acidez e mais estrutura.
Camaleonte — Fabio Ferracane — rosato de Catarratto, Grillo, Nero d’Avola e Merlot. Cor mais intensa, cereja, morango e romã, boa acidez, leve salinidade e final macio.
Malandrino Rosso Vulcanico — mais escuro e profundo, com fruta preta, ervas secas e um lado terroso. Acidez viva, energia e final firme.
O mais interessante foi justamente isso: “vinho natural” sozinho diz muito pouco sobre o vinho. Entre esses cinco havia estilos, texturas e perfis completamente diferentes.
E por aí?
Qual vinho te faz lembrar uma boa viagem?