Yuri Rocha

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Yuri Rocha Dou dicas de onde comer bem em São Paulo e gosto de discutir gastronomia de maneira mais profunda! "Comer é uma necessidade, mas saber comer é uma arte..."

Dicas gastronômicas em Goiânia! Por Yuri Rocha.

Até onde você andaria atrás de uma linguiça? Eu fui até a Vila Mariana conhecer a Casa Gijo, negócio familiar que começo...
12/10/2026

Até onde você andaria atrás de uma linguiça? Eu fui até a Vila Mariana conhecer a Casa Gijo, negócio familiar que começou como açougue, em 1949. Foi ali que Luiz Trozzi, filho de italianos e conhecido como Gijo, desenvolveu as receitas que tornariam a casa famosa.

Hoje, o pequeno espaço reúne mais de vinte variedades de linguiça, entre preparos tradicionais e combinações pouco convencionais. Entre a calabresa e a toscana, feita com lombo suíno, sal e pimenta-do-reino, estão receitas como a Margherita, com muçarela de búfala, manjericão e tomate seco, e a Romana, com azeitonas, alcaparras, uvas-passas e nozes. Tudo vendido por quilo, em peças ou gomos, conforme a quantidade desejada.

Trouxe duas para casa. A Babalu (R$85,00/kg), feita com figo turco, queijo, nozes e vinho. O figo acrescenta dulçor, o queijo contribui com gordura e sabor lácteo, enquanto as nozes trazem uma textura crocante.

A outra foi a calabresa (R$78,00/kg), de perfil mais tradicional, em que o tempero da carne ganha destaque. Ambas têm boa distribuição de gordura, textura suculenta e uma tripa que oferece resistência à mordida antes de se romper. Uma virou choripán; a outra, um churrasco de apartamento.

Uma vez pela região, não deixem de passar por ali.

É raro, mas às vezes acontece de lugares muito premiados valerem a ida. O Tres Monos, em Buenos Aires, é um desses casos...
05/09/2026

É raro, mas às vezes acontece de lugares muito premiados valerem a ida. O Tres Monos, em Buenos Aires, é um desses casos: um bar de alta coquetelaria que caiu no gosto popular e turístico e consegue, como poucos, conciliar a enorme demanda com técnica, bons ingredientes, combinações fora do óbvio e uma atenção especial aos produtos locais.

A carta ajuda a entender o porquê. Entre referências locais, ingredientes latino-americanos e preparos próprios da casa, aparecem desde Fernet e Amargo Obrero até erva-mate, huacatay e vinhos argentinos. Tudo isso em um ambiente badalado, mas ainda intimista, dividido em múltiplos cantinhos mais reservados, ainda que integrados entre si, e banhado por luzes coloridas.

Dos muitos drinques, fui em dois. O Julep de Dios (ARS14.000,00 ≈ R$47,84) leva morango, grapefruit, missô, Amargo Obrero, amontillado e um licor da casa. É uma combinação particularmente instigante no papel e bastante coerente na boca: o morango abre com fruta e dulçor, o grapefruit traz amargor e acidez, enquanto o missô acrescenta salinidade e umami. Amontillado e Amargo Obrero conduzem o conjunto para sabores mais secos e herbais, fazendo com que o drinque se afaste progressivamente da impressão frutada inicial.

O Martini del Barrio (ARS14.000,00 ≈ R$47,84) reúne chirimoya, Inca Tea, nêutrons, gin Tres Monos e saquê. A chirimoya, fruta andina de polpa branca, macia e bastante aromática, traz dulçor e notas de frutas tropicais; o chá acrescenta seu componente herbal, enquanto gin e saquê constroem uma base mais seca e alcoólica.

Valor total, sem serviço: ARS28.000,00 ≈ R$95,68.

Vale muito a ida!

As medialunas argentinas descendem da mesma família de massas centro-europeias que deu origem ao croissant. A genealogia...
26/08/2026

As medialunas argentinas descendem da mesma família de massas centro-europeias que deu origem ao croissant. A genealogia costuma remontar ao kipferl austríaco, pão em forma de meia-lua que, levado a Paris, foi sendo transformado até chegar ao croissant que conhecemos.

Na Argentina, a forte influência da panificação europeia deu à meia-lua uma identidade própria, tornando-a presença quase obrigatória em cafés e padarias portenhas.

Embora parentes, a versão portenha costuma ser menor, mais doce e de miolo mais denso, enquanto o croissant tem um sabor mais amanteigado, interior leve e o folhado mais quebradiço por fora.

Das muitas que provei em Buenos Aires, minhas favoritas são as do Atelier Fuerza. Há vários endereços espalhados pela cidade, então vale procurar o que estiver mais perto. Além das medialunas, as vitrines são tomadas por pães, folhados e outros preparos de panificação, acompanhados por uma carta de cafés. Confesso, porém, que nunca consegui avançar muito no cardápio. Vou por elas.

A de grasa (ARS2.600,00 ≈ R$9,87), comprida e pontiaguda, quase um par de chifres, é feita com gordura bovina e tem massa folhada mais crocante, sobretudo nas pontas, exterior mais tostado e sabor salgado.

A de manteca (ARS3.500,00 ≈ R$13,28), mais gordinha, segue um caminho amanteigado, macia por dentro, com as lâminas bem marcadas e um toque de laranja que contrasta a gordura e permanece no final.

Talvez a melhor medida do quanto gosto delas seja menos técnica e mais saudosista: é uma daquelas coisas que me fazem desejar uma unidade do Atelier Fuerza perto de casa, para que, no meio de um dia particularmente difícil da semana, bastasse atravessar alguns quarteirões e seguir.

Vale muito a ida!

As medialunas argentinas descendem da mesma família de massas centro-europeias que deu origem ao croissant. A genealogia...
26/08/2026

As medialunas argentinas descendem da mesma família de massas centro-europeias que deu origem ao croissant. A genealogia costuma remontar ao kipferl austríaco, pão em forma de meia-lua que, levado a Paris, foi sendo transformado até chegar ao croissant que conhecemos.

Na Argentina, a forte influência da panificação europeia deu à meia-lua uma identidade própria, tornando-a presença quase obrigatória em cafés e padarias portenhas.

Embora parentes, a versão portenha costuma ser menor, mais doce e de miolo mais denso, enquanto o croissant tem um sabor mais amanteigado, interior leve e o folhado mais quebradiço por fora.

Das muitas que provei em Buenos Aires, minhas favoritas são as do Atelier Fuerza. Há vários endereços espalhados pela cidade, então vale procurar o que estiver mais perto. Além das medialunas, as vitrines são tomadas por pães, folhados e outros preparos de panificação, acompanhados por uma carta de cafés. Confesso, porém, que nunca consegui avançar muito no cardápio. Vou por elas.

A de grasa (ARS2.600,00 ≈ R$9,87), comprida e pontiaguda, quase um par de chifres, é feita com gordura bovina e tem massa folhada mais crocante, sobretudo nas pontas, exterior mais tostado e sabor salgado.

A de manteca (ARS3.500,00 ≈ R$13,28), mais gordinha, segue um caminho amanteigado, macia por dentro, com as lâminas bem marcadas e um toque de laranja que contrasta a gordura e permanece no final.

Talvez a melhor medida do quanto gosto delas seja menos técnica e mais saudosista: é uma daquelas coisas que me fazem desejar uma unidade do Atelier Fuerza perto de casa, para que, no meio de um dia particularmente difícil da semana, bastasse atravessar alguns quarteirões e seguir.

Vale muito a ida!

Conta a história que a Cadore surgiu muito longe de Buenos Aires. A família Olivotto já fazia gelato desde 1881, na regi...
25/08/2026

Conta a história que a Cadore surgiu muito longe de Buenos Aires. A família Olivotto já fazia gelato desde 1881, na região de Cadore, no norte da Itália. Foram três gerações dedicadas ao ofício antes de Silvestro Olivotto atravessar o Atlântico e chegar à Argentina. Em 1957, a tradição familiar ganhou endereço definitivo na Avenida Corrientes, onde permanece até hoje.

Turística, movimentada e frequentemente com filas, poderia ter se acomodado aos sabores que fizeram sua fama. Mas guarda, sob as tampas metálicas das pozzetti, recipientes cilíndricos tradicionais das gelaterias italianas que mantêm os sorvetes protegidos da exposição ao ar, uma carta que parte dos inevitáveis dulche de leite, pistache e chocolate para chegar à combinações bem menos óbvias.

Das muitas possibilidades, comecei pela Pomelada, com pomelo rosado, hibisco e cardamomo. O começo é cítrico e levemente amargo, características próprias do pomelo, seguido pelo caráter floral do hibisco e pelo cardamomo, mais perceptível no aroma, com notas quentes e levemente resinosas. De cor rosa intensa, é um sabor que vai se revelando em camadas, conforme derrete na boca.

A segunda bola, de quinotos al wh**ky, parte de uma pequena fruta cítrica asiática, também conhecida como kumquat, cuja casca é aromática e adocicada e a polpa, mais ácida. No gelato, o cítrico permanece facilmente reconhecível, acompanhado pelo caráter alcoólico e amadeirado do wh**ky. Um daqueles sabores que começam familiares e, conforme derretem na boca, vão ficando menos óbvios e ajudam a ampliar o nosso arcabouço sensorial.

Independentemente do sabor, e aqui incluo inclusive os que provei antes de me decidir, todos têm dulçor contido, o que, em sorvetes, é ótimo e bem-vindo; derretimento suave; estrutura firme e cremosa, sem cristais de gelo nem texturas quebradiças; e sabores de início limpo e final persistente.

Vale a ida!

Dois clássicos argentinos em uma única saída: locro e queso con membrillo.Muito antes de se tornar um dos pratos mais em...
23/08/2026

Dois clássicos argentinos em uma única saída: locro e queso con membrillo.

Muito antes de se tornar um dos pratos mais emblemáticos do país, o locro já alimentava os povos andinos. De origem pré-hispânica, nasceu como um guisado de cocção lenta à base de ingredientes nativos, sobretudo milho, feijões e abóbora. Com a chegada dos espanhóis, carnes e embutidos foram incorporados ao preparo, dando origem às muitas versões que atravessaram os séculos.

Aqui, ele (ARS15.000,00 ≈ R$51,40) chega como manda sua história: quente, farto e pesado — o que, aqui, é um elogio. Milho branco e feijões fornecem amido ao caldo, engrossando-o, enquanto a abóbora se desfaz durante a cocção, ajudando a construir cremosidade. As carnes entram com gordura, sal, colágeno e um leve defumado, e as muitas horas de cozimento criam uma relação íntima e profunda entre todos esses sabores.

Adoçando, o queso con dulce de membrillo (ARS10.500,00 ≈ R$35,98) é um desses doces de velho que adoro. A combinação já aparecia nas mesas argentinas no fim do século XIX e pertence à mesma família do que se convencionou chamar de “postre vigilante”, ou seja, uma fatia de queijo e outra de doce — aqui, marmelo. O primeiro, levemente salgado; o segundo, intensamente frutado e doce. Comem-se os dois juntos, fazendo de duas coisas absolutamente prosaicas uma sobremesa que atravessou mais de um século.

Para beber, Fernet com cola (ARS11.500,00 ≈ R$39,41), claro. Embora o amaro seja italiano, foi na Argentina que sua mistura com refrigerante de cola ganhou vida própria. O Fernet traz amargor, ervas e especiarias; a cola entra com dulçor e carbonatação.

Onde? No El Sanjuanino, clássico de Recoleta que serve cozinha regional argentina há décadas e consegue sobreviver à quantidade considerável de turistas, sem transformar tradição em caricatura.

Madeira escura, cabeças de animais empalhadas, lajotas e assentos vermelhos, em ares de antiga taberna, quase medieval. Pitoresco na medida em que só lugares que envelheceram assim conseguem ser.

Valor total, com bebidas e sem serviço: ARS42.200,00 ≈ R$144,61.

Vale a ida.

Embora hoje seja um dos maiores símbolos da mesa portenha, o sifón con soda nasceu longe dali. O primeiro sifão doméstic...
30/07/2026

Embora hoje seja um dos maiores símbolos da mesa portenha, o sifón con soda nasceu longe dali. O primeiro sifão doméstico surgiu na França, no início do século XIX, como uma forma de armazenar água gaseificada sob pressão. Décadas depois, desembarcou na Argentina com os imigrantes europeus e encontrou um lugar improvável para se tornar tradição: a mesa do dia a dia. Misturado ao vinho, ao vermute ou servido puro, atravessou gerações e transformou-se em um dos grandes ícones da cultura gastronômica do país.

No Sifón Sodería, a soda (ARS24.000,00 ≈ R$82,02 - 500 mL) assume o protagonismo. A carta reúne vermutes, drinques e preparos que a utilizam como ingrediente, além de pequenas porções pensadas para acompanha-la.

A refeição começa com uma massa de pizza crocante por fora e macia por dentro, servida com maionese de cenoura e dill, como cortesia da casa.

Em seguida, a chipá rellena (ARS12.000,00 ≈ R$41,01) é uma espécie de parente guarani do nosso pão de queijo. Feita com fécula de mandioca, vem recheada com sbrinz, um queijo suíço de sabor intenso e levemente adocicado, além de espinafre e chilike, molho da casa à base de ketchup e sriracha, que acrescenta dulçor, acidez e uma leve picância.

Dourada e perfeitamente elástica, chega a provoleta a la plancha (ARS15.900,00 ≈ R$54,34) com ervas frescas e pimentões assados, que acrescentam frescor e um dulçor delicado.

Para finalizar, o flan de queso (ARS9.500,00 ≈ R$32,47) vem acompanhado de doce de leite e creme. De textura lisa e levemente densa, tem estrutura suficiente para manter a forma, sem perder a cremosidade, e é naturalmente doce, ganhando ainda mais potência ao lado do doce de leite e do creme.

Vale a ida!

Em 1871, quando a epidemia de febre amarela levou Buenos Aires ao colapso e o Cemitério da Recoleta já não comportava se...
30/07/2026

Em 1871, quando a epidemia de febre amarela levou Buenos Aires ao colapso e o Cemitério da Recoleta já não comportava seus mortos, foi criado o Cemitério da Chacarita. Hoje, última morada de figuras como Carlos Gardel, ele molda a identidade do bairro homônimo que cresceu ao seu redor. Entre seus muros e os trilhos do trem ao lado, longe dos roteiros mais óbvios da capital, está o restaurante Santa Inés.

Instalado onde durante anos funcionou uma padaria industrial, o restaurante preserva parte dessa história em cada detalhe. O antigo forno permanece no salão, assim como as grandes mesas de madeira onde a massa era sovada, hoje ocupadas pelos clientes. Pás de pão, balanças, televisores antigos, louças e letreiros compõem um ambiente que entretem e instiga a curiosidade em relação aos seus porquês. A brigada é gentil e, à frente da cozinha, Jazmín Marturet conduz um menu contemporâneo, sazonal e de influências latino-americanas.

Comecei pelo tamal de frango (ARS15.000,00 ≈ R$51,26). Parente próximo da nossa pamonha, compartilha com ela o milho e o cozimento em folhas, mas segue outro caminho: a massa é menos protagonista e abre espaço para recheios e temperos mais marcantes. No Santa Inés, veio acompanhado por creme de abobrinha, salsa de ají mirasol e salada crioula. A picância era sutil, suficiente para despertar os demais sabores, sem se sobrepor a eles.

Dos pratos, em um domingo, segui a tradição portenha do nhoque. Servido com molho de tomate e cogumelos (ARS23.000,00 ≈ R$78,60), tinha massa leve e delicada, capaz de manter a forma sem perder maciez. O molho trazia a acidez natural do tomate em equilíbrio com a profundidade terrosa dos cogumelos, resultando em um daqueles pratos que honram o título de comfort food.

Dos doces, a pavlova de figo (ARS10.000,00 ≈ R$34,18) encerrava a refeição com maestria. Merengue de casca crocante e interior macio, creme leve e figos carnudos e doces, como só os melhores da estação conseguem ser.

Para beber, sifon com soda e vermute rosso (ARS6.000,00 ≈ R$20,51), claro!

Valor total, sem bebida e serviço: ARS48.000,00 ≈ R$164,04. Vale a ida!

Por melhor que seja um restaurante e uma comida, são poucos os permanecem por muito tempo na memória. Sobretudo na de qu...
30/07/2026

Por melhor que seja um restaurante e uma comida, são poucos os permanecem por muito tempo na memória. Sobretudo na de quem, como nós, está sempre se arriscando e conhecendo novos lugares. Na minha, há tempos não se estabelecia uma relação tão duradoura com um sorvete quanto a que construí com o de laranja com creme da Pistacchio, no underground Colegiales, em Buenos Aires.

A dica veio da Cristiana Beltrão | Food Writer, uma das pessoas mais queridas da gastronomia brasileira e uma das poucas em cujas indicações confio de olhos fechados.

Logo na entrada, a curadoria de discos, de Rostropovitch e The Police a Michael Jackson e Beatles, chama a atenção pela variedade e pelo bom gosto, estendendo-se à trilha ambiente, baixa e agradável. Desviados os olhos das capas, eles logo encontram um painel colorido, quase psicodélico, com os sabores do dia. Abaixo dele, os sorvetes permanecem guardados em baldes metálicos tampados, protegidos do ressecamento e revelados apenas quando os provamos.

Dos muitos provados e profundamente capazes de me deixar em dúvida, acabei escolhendo o que dá nome à casa, de pistache, e o supracitado, de laranja com creme (ARS6.000,00 ≈ R$20,51). Que sorvetes! Daqueles sabores que a foto não capta e diante dos quais a linguagem sempre será aquém.

Dulçor contido, o que, em sorvetes, é bem-vindo; derretimento suave; estrutura firme e cremosa, sem cristais de gelo nem texturas quebradiças; e sabores de início limpo e final persistente.

Vale muito a ida!

Em meio aos tanques de fermentação, espraia-se a Strange Brewing, excelente cervejaria artesanal, em Buenos Aires. Frequ...
29/07/2026

Em meio aos tanques de fermentação, espraia-se a Strange Brewing, excelente cervejaria artesanal, em Buenos Aires. Frequentada por um público mais jovem e afeito a grupos, tem atmosfera de convívio, sem abandonar os mais solitários, aos quais reserva lugares ao balcão, diante das torneiras.

Nela, provei três estilos diferentes.

A Grito Sagrado (ARS6.300,00 ≈ R$21,53 - 1/2 pinta), primeira NEIPA da casa e produzida inteiramente com insumos argentinos, é intensamente frutada e resinosa, como manda o estilo, e herbal, sobretudo no aroma. Tem no abacaxi fresco sua nota mais presente, acompanhada por frutas verdes e amarelas

Inspirada em uma batida de pomelo, abacaxi e maracujá, a Pasión de Sábato (ARS6.200,00 ≈ R$21,19 - 1/2 pinta) é uma sour, portanto, mais leve e ácida, que se abre primeiro no maracujá, seguido pelo abacaxi e pelo pomelo, uma fruta cítrica e de amargor delicado, semelhante ao grapefruit.

Por fim, a Tercer Acto 2025 (ARS12.500,00 ≈ R$42,72 - taça flute), é uma golden sour de fermentação mista com uvas Torrontés, que aproxima a cerveja do universo dos vinhos. Passa um ano em carvalho, é combinada a outros lotes, refermentada sobre as cascas das uvas e novamente envelhecida por três meses, antes da carbonatação natural em garrafa. Tudo isso resulta em uma bebida sofisticada, champanhosa, na qual as características florais e frutadas da Torrontés permanecem reconhecíveis e complementadas pela acidez da fermentação e pelas notas do carvalho.

Vala a ida para os apaixonados por cerveja e a passagem quando pela região para os que apenas gostam.

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Rua Itapura, 1327
São Paulo, SP
03310-000

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