12/10/2026
Até onde você andaria atrás de uma linguiça? Eu fui até a Vila Mariana conhecer a Casa Gijo, negócio familiar que começou como açougue, em 1949. Foi ali que Luiz Trozzi, filho de italianos e conhecido como Gijo, desenvolveu as receitas que tornariam a casa famosa.
Hoje, o pequeno espaço reúne mais de vinte variedades de linguiça, entre preparos tradicionais e combinações pouco convencionais. Entre a calabresa e a toscana, feita com lombo suíno, sal e pimenta-do-reino, estão receitas como a Margherita, com muçarela de búfala, manjericão e tomate seco, e a Romana, com azeitonas, alcaparras, uvas-passas e nozes. Tudo vendido por quilo, em peças ou gomos, conforme a quantidade desejada.
Trouxe duas para casa. A Babalu (R$85,00/kg), feita com figo turco, queijo, nozes e vinho. O figo acrescenta dulçor, o queijo contribui com gordura e sabor lácteo, enquanto as nozes trazem uma textura crocante.
A outra foi a calabresa (R$78,00/kg), de perfil mais tradicional, em que o tempero da carne ganha destaque. Ambas têm boa distribuição de gordura, textura suculenta e uma tripa que oferece resistência à mordida antes de se romper. Uma virou choripán; a outra, um churrasco de apartamento.
Uma vez pela região, não deixem de passar por ali.