25/09/2026
A Itália já bebia "sem álcool" décadas antes disso virar tendência mundial 🇮🇹🍊
Antes do Crodino, existia o Bitter Sanpellegrino, lançado em 1961 — o primeiro aperitivo analcoólico da história italiana, com sua cor vermelha inconfundível e formato monodose. Foi rebatizado Sanbittèr em 1975 e virou protagonista dos bares italianos.
O Crodino chegou depois, em 1965, criado em Crodo, no Piemonte, pelo empresário Piero Ginocchi e pelo enólogo Maurizio Gozzellino, conhecido como "o mago das essências". Antes do nome definitivo, a bebida passou por "Così", "Picador" e "Biondino". O nome final foi uma homenagem à própria cidade de Crodo — puro marketing territorial pra colocar o pequeno centro termal no mapa. A receita, uma infusão de ervas e especiarias que descansa seis meses, nunca mudou.
Nos anos 60 e 70, o Crodino ganhou fama nacional pelo Carosello, o programa de publicidade mais famoso da TV italiana, com campanhas estreladas até por Brigitte Bardot e um gorila animado que virou mascote inesquecível.
A Itália não parou por aí: o Chinotto Sanpellegrino nasceu no início dos anos 1950, e o Gingerino, da marca histórica Recoaro, completa a família de analcoólicos que sobrevivem até hoje.
Em 1995, o Crodino foi comprado pelo Gruppo Campari, e agora, aos 60 anos, se prepara pra desembarcar nos Estados Unidos como "The Italian Non-Alcoholic Spritz" — surfando exatamente a onda global do "sober curious" que a Itália viveu décadas antes de virar moda.
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