A Cachaça Barreiras é produzida artesanalmente em alambique de cobre e armazenada em barris de carvalho, na cidade de Senado Modestino Gonçalves, Vale do Jequitinhonha (MG). Produzida na fazenda que leva o mesmo nome, no município de Senador Modestino Gonçalves (MG), Alto Jequitinhonha, a Cachaça Barreiras passa pelo processo artesanal de destilação, em alambique de cobre, e é armazenada em tonéis
de carvalho pelo período mínimo de dois anos. As canas que alimentam a produção da cachaça são de canavial próprio, onde são cultivadas plantas com três níveis de maturação: precoce (janeiro a abril), mediada (abril a setembro) e tardia (setembro a dezembro). As espécies utilizadas no plantio são desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Desde 2007, a Fazenda Barreiras estrutura o processo de produção da cachaça para a comercialização em larga escala, sendo o estoque atual de 100 mil litros. Para isso foram feitas, ao longo deste período, adaptações estruturais no engenho, no canavial, no armazenamento, além de ser providenciada toda a documentação e registro necessários para a venda do produto, como o do Ministério da Agricultura. A garrafa da Cachaça Barreiras possui 700 ml e teor alcoólico de 42% vol. História
A Cachaça Barreiras é produzida com base em métodos utilizados há mais de 300 anos pelos cachaceiros locais, preservando toda a cultura e tradição do Alto Jequitinhonha, região da cidade histórica de Diamantina. Há 12 anos, o engenheiro mecânico, Fernando César Sinhoroto, resolveu aplicar todo o conhecimento passado de geração em geração, para iniciar a fabricação de cachaça artesanal. Ele recebeu o engenho como herança do tio de sua esposa, que foi o primeiro a produzir cachaça no município de Senador Modestino Gonçalves, há mais 70 anos. A cachaça era produzida em pequenas quantidades e comercializada na comunidade, inicialmente, com o nome de Caiana e depois Quilombo. A qualidade do produto e as características únicas de sabor se destacaram entre os bons apreciadores de cachaça, levando Fernando Sinhoroto a pensar em estratégias para expandir a produção. Seu objetivo é resgatar a tradição das boas cachaças da região. Para isso, o engenheiro mecânico e, atual especialista em cachaça, se uniu aos amigos e empresários do Grupo Mineração Pedra Menina, Guto Barbosa Mello e Ramiro Toledo para iniciar o processo de expansão da cachaça. O alambique foi, então, transferido para a Fazenda Barreiras, em 2007 e, a cachaça foi batizada com o nome da fazenda.