09/08/2026
Hoje é Dia dos Pais e eu decidi não focar na sua ausência, mas sim na sua presença, que de um jeito ou de outro é sentida todos os dias por todos nós.
Antes de ser nosso pai, o senhor também foi filho, foi marido, foi amigo, e passou por diversas histórias que aconteceram muito antes de eu existir.
E eu acho bonito pensar que, durante uma parte de sua vida, eu ainda nem existia — e, mesmo assim, tudo aquilo também faz parte da minha história.
Depois de passar por tantas coisas e ter tanta bagagem, você foi nosso pai. E foi assim que eu o conheci. Foi assim que eu o amei.
Hoje, algumas dessas histórias só continuam existindo porque alguém se lembra delas. Porque uma fotografia ficou. Porque uma memória foi contada. Porque eu ainda falo sobre ele, TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA.
Talvez seja isso que a saudade faça com a gente: depois que alguém vai embora, a gente passa a carregar também a responsabilidade bonita de não deixar que aquela vida desapareça. De contar dos seus feitos aos seus netos, ao meu marido que infelizmente chegou em minha vida depois de você ja ter partido, aos meus amigos que não tiveram a sorte de te conhecer.
E um dia, quem sabe, também contarei aos meus filhos sobre o avô deles. Vou contar quem ele era, as histórias que conheci, as que vivi e o quanto eu o amava.
E assim eles também guardarão um pedacinho do grande avô que eles têm.
A verdade é que a saudade é o azar de quem já teve muita sorte. E nós fomos muito sortudos.
Feliz Dia dos Pais, pai.
Você continua por aqui. 🤍