03/07/2021
Streuselkuchen, a cuca alemã
Bolo de tabuleiro com farofa surgiu na região da Silésia e foi levado para o sul do Brasil por imigrantes. Com ou sem frutas, o quitute é presença certa em padarias da Alemanha e no tradicional café colonial.
Com massa fermentada de pão e cobertura de farofa crocante, o streuselkuchen é tão popular na Alemanha quanto no sul do Brasil, onde é conhecido como cuca. Servida no lanche ou no tradicional café colonial, a receita foi levada para o Brasil por imigrantes.
O cheiro do streusel – a farofa de açúcar, manteiga, farinha e canela – é irrestível quando sai uma fornada.
Enquanto no Brasil a cuca é feita somente de massa e farofa ou com ingredientes como uva preta, banana e até goiabada, na Alemanha, maçã, mohn (semente de papoula), cereja, ruibarbo e zwetschge – um tipo de ameixa – estão entre as coberturas mais populares.
O streuselkuchen é um dos doces mais comuns nas padarias alemãs. Ele costuma ser vendido em grandes pedaços, que podem ser divididos se você estiver a fim de compartilhar o quitute.
Acredita-se que o bolo tenha surgido na Silésia, região que pertence hoje em sua maior parte à Polônia, com pequenas áreas integrando a Alemanha e a República Tcheca. De lá, o streuselkuchen se espalhou por todo o território alemão e, mais tarde, pelo mundo.
Em comparação com o pão, o streuselkuchen era considerado um alimento de luxo em Berlim no início do século 20. Além da Silésia, o doce também era de início muito apreciado na Saxônia. Segundo historiadores, ele era preparado em tabuleiros retangulares e comido em grande quantidade pelas famílias.
No sul do Brasil, a popularidade do bolo ainda é tão grande que recentemente foi criado o Festival de Cucas de Blumenau, que já teve três edições. Além da versão brasileira, o doce ganhou uma variante na Pensilvânia, nos EUA, chamada de shoofly pie.
Temos várias opções
Sempre as segundas, quartas e sextas.