25/08/2026
🍷 E se um vinho fosse um rizoma?
À primeira vista, parece uma ideia estranha.
Mas talvez seja uma das melhores formas de pensar o vinho.
Um vinho não começa na garrafa. Começa na terra, na vinha, nas raízes, no clima, nas pessoas, nas escolhas, no tempo. Liga-se a tudo o que o rodeia e, ao mesmo tempo, cria novas ligações: entre quem o faz, quem o prova, quem o partilha e quem dele guarda uma memória.
𝐄́ 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐢𝐝𝐞𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐫𝐢𝐳𝐨𝐦𝐚, 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐝𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐨𝐬 𝐟𝐢𝐥𝐨́𝐬𝐨𝐟𝐨𝐬 𝐟𝐫𝐚𝐧𝐜𝐞𝐬𝐞𝐬 𝐆𝐢𝐥𝐥𝐞𝐬 𝐃𝐞𝐥𝐞𝐮𝐳𝐞 𝐞 𝐅𝐞́𝐥𝐢𝐱 𝐆𝐮𝐚𝐭𝐭𝐚𝐫𝐢, 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐨𝐬 𝐟𝐚𝐳 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐫 𝐨 𝐯𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐚: 𝐧𝐚̃𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐮𝐦𝐚 𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢́𝐩𝐢𝐨 𝐞 𝐟𝐢𝐦, 𝐦𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬, 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨𝐬 𝐞 𝐩𝐨𝐬𝐬𝐢𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬.
Na excelente entrevista de Pascaline Lepeltier à revista Visão, a filosofia encontra-se com o vinho de uma forma particularmente feliz. A autora de Mille Vignes cruza conhecimento, natureza, cultura, território e experiência para nos lembrar que não existe apenas um vinho — existem muitos vinhos, muitas histórias e muitas formas de os compreender.
E talvez seja isso que mais nos fascina no vinho.
Cada garrafa é um ponto de encontro.
E cada pessoa que a abre acrescenta mais um caminho à história.
No Já Te Disse, gostamos de pensar que o vinho começa muito antes do primeiro gole.
E continua muito depois dele.
𝐉𝐚́ 𝐓𝐞 𝐃𝐢𝐬𝐬𝐞.
📖 Visão, 20 de agosto de 2026 — entrevista a Pascaline Lepeltier, pp. 9–13.