O Pudim da Tia Bina

O Pudim da Tia Bina A receita original do Pudim Abade Priscos.

Um cheirinho a Páscoa.😊
29/03/2026

Um cheirinho a Páscoa.😊

20/03/2026

Quando a doença não basta

Há decisões que não são apenas políticas.
São humanas — ou a ausência delas.

Há precisamente oito dias, na Assembleia da República, assistimos a uma votação que nos obriga a perguntar:
onde está a humanidade de quem decide?

Faz hoje oito dias, que PSD, CDS e PS, rejeitaram a possibilidade de garantir a 100% o subsídio de doença a pessoas com cancro. Rejeitaram, na prática, a tranquilidade mínima de quem já luta pela vida.

Porque ninguém escolhe ter cancro.
Ninguém escolhe a dor.
Ninguém escolhe ver o próprio corpo transformar-se num campo de batalha.

E, no entanto, quem luta contra esta doença continua a receber apenas uma parte do que precisa para viver.
Como se a dor fosse parcial.
Como se a fragilidade pudesse esperar.
Como se a vida pudesse ser vivida pela metade.

Mas não pode.

As despesas aumentam.
Os tratamentos exigem deslocações constantes.
Os medicamentos acumulam-se.
A energia desaparece.
E, no meio de tudo isto, o rendimento diminui.

E há famílias.
Há filhos que já enfrentam o medo e a angústia —
e ainda carregam o peso da insegurança dentro de casa.

Isto não é apenas uma decisão técnica.
É uma escolha moral.

É obrigar alguém a travar uma dupla batalha:
lutar para viver… e lutar para não cair.

E há algo ainda mais profundo, mais silencioso:
a forma como a doença, aliada à insegurança, fere a dignidade.

Quem deixa de trabalhar por necessidade começa a sentir-se invisível, um peso, alguém que já não contribui, alguém que depende.
E isso dói — de uma forma que não aparece em exames.

Uma sociedade mede-se na forma como cuida dos seus mais frágeis.
Não nas palavras.
Mas nas decisões que toma quando ninguém está a ver.

E desta vez, falhámos.

Falhámos quando protegemos interesses maiores e esquecemos o essencial.

Porque, como escreveu Nicolau Maquiavel:
"Os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do património."

Talvez seja isso que mais assusta.
Quando o que se perde em dinheiro pesa mais do que o que se perde em humanidade.

Mas ainda vamos a tempo de escolher diferente.

Porque ninguém escolhe ter cancro, senhores deputados. Mas todos podemos escolher ser humanos.

19/03/2026
08/03/2026

NÃO É RÉPLICA. É ORIGEM.
Dia Internacional da Mulher

No princípio, faltava algo ao homem.
Não porque fosse incompleto como erro,
mas porque a plenitude pede reciprocidade.

E então surge a mulher.
Não como sombra.
Não como cópia.
Não como extensão da vontade masculina.

Surge do gesto criador de Deus.
Da mesma substância.
Da mesma dignidade.
Do mesmo sopro.

A imagem da costela nunca foi inferioridade — foi proximidade.
Foi dizer que ela não está abaixo dos pés,
nem acima da cabeça,
mas ao lado do coração.

A mulher não é réplica.
É alteridade.
É diferença que enriquece.
É presença que revela.

Desde sempre, carrega uma força silenciosa que sustenta o mundo.
É ventre que acolhe vida — mesmo quando não gera filhos.
É capacidade de cuidado — mesmo quando ninguém a cuida.
É resistência que atravessa séculos de incompreensão
e continua a florescer.

A mulher sabe ler o invisível.
Percebe o que não foi dito.
Escuta o que se esconde no silêncio.
Intui antes de explicar.

Há nela uma inteligência do coração
que não se mede em estatísticas
nem se traduz apenas em cargos.

E, no entanto, quantas vezes foi reduzida?
Silenciada?
Trocada por estereótipos?
Usada como imagem e esquecida como pessoa?

Ela não precisa de autorização para existir com grandeza.
Não precisa de se masculinizar para ser forte.
Não precisa de endurecer para ser respeitada.

A mulher é capacidade de gerar futuro —
com palavras,
com decisões,
com escolhas diárias que moldam ambientes e histórias.

Num mundo que a transforma em produto,
é urgente voltar a vê-la como mistério.
Como pessoa.
Como dom.

Celebrar a mulher não é colocá-la num pedestal.
É reconhecê-la no chão da vida real.

Neste Dia Internacional da Mulher, não celebramos uma conquista isolada.
Celebramos uma presença essencial.
Celebramos a coragem discreta de tantas que sustentam o mundo sem aplausos.
Celebramos a beleza que não é apenas estética, mas ética.
Celebramos a dignidade que não pode ser negociada.

Porque ela não é réplica.
Não é apêndice.
Não é detalhe.

É origem.
É reciprocidade.
É humanidade em plenitude.

Foto: Oli Mcavoy

Casa do Abade de Priscos. 😊
04/01/2026

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Feliz Ano Novo! 🥂
01/01/2026

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O que for, será.☺️
29/12/2025

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24/12/2025

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26/10/2025

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