08/03/2026
Estilo: Almada Negreiros
Como surgiu o Dia Internacional da Mulher ?
O Dia Internacional da Mulher é celebrado anualmente, no dia 8 de março.
Oito de março. Um dia que não nasceu por acaso, mas da persistência de muitas mulheres que, antes de serem símbolo, foram voz, gesto e caminho. O Dia Internacional da Mulher celebra-se todos os anos, mas a sua origem é feita de várias datas, várias cidades e a mesma vontade de transformar o mundo.
Em 1909, em Nova Iorque, o Partido Socialista dos Estados Unidos organiza o primeiro Dia da Mulher. Não era festa: era reivindicação. Era a rua a pedir igualdade civil, era o voto feminino a exigir lugar. Um ano depois, em Copenhaga, Clara Zetkin — mulher de convicção e horizonte — propõe que este dia seja de todas as mulheres, todos os anos, em todos os países. A data ainda não existia, mas a ideia já tinha corpo.
A partir de 1913, as mulheres russas começam a celebrar o dia no último domingo de fevereiro. E é na Rússia que, em 1917, a História muda de escala: uma grande passeata de mulheres protesta contra a fome, o desemprego e a vida que apertava demais. Os operários juntam-se, a manifestação cresce, e o país inteiro se inclina para a Revolução. Dessa marcha nasce a data que hoje conhecemos: 8 de março.
Em 1975, as Nações Unidas oficializam o Dia Internacional da Mulher. Desde então, mais de cem países o assinalam — uns em protesto, outros em celebração, outros em silêncio. Mas o dia existe, resiste e recorda que a igualdade não é um ponto de chegada, mas um caminho que se percorre.
Vivam as Mulheres. E vivam também as que, em Portugal e no mundo, deixaram marca profunda: Natália Correia, com a sua voz incendiária; Florbela Espanca, com a sua dor luminosa; Edith Piaf, que cantou como quem vive até ao limite; Madame Curie, que iluminou a ciência com rigor e coragem. Quatro nomes entre tantos, quatro faróis entre muitas constelações.
Vivam as Mulheres.
Portugal também se fez delas.
Delas que escreveram, cantaram, pensaram,
abriram caminho,
e deixaram luz.
Quatro nomes que ficam:
Natália Correia — voz de fogo.
Florbela Espanca — ferida que brilha.
Edith Piaf — o grito que não morre.
Madame Curie — ciência que ilumina.