22/07/2026
O santo padroeiro da mecânica não tem olhado por nós.
Este ano enquanto as redes sociais seguem o ser curso, no silêncio da vida real atravessamos grandes desafios, um deles foi por certo a mecânica.
Primeiro foi a mota, a moto4 é uma ferramenta indispensável para nos deslocarmos pela propriedade fora com eficiência, não fosse o nosso terreno uma colina com afazeres espalhados por toda ela.
O primeiro coração a fraquejar foi o da moto, juntas, cabeças, refeitos e reparados os estragos, mal sabíamos que era só para começar.
Depois foi o nosso carro diário, cansado do caminho sinuoso que este inverno teve exigências difíceis de alcançar, resolveu-se e guardou para mais tarde uma cereja num topo de um bolo envenenado.
Depois foi o nosso trator, num duro golpe morreu a meio da batalha das limpezas de inverno, obrigando-nos a hastear a bandeira da derrota.
Pouco usamos o trator para trabalhos estritamente agrícolas, mas na gestão de uma quinta com a nossa dimensão é indispensável; há que capinar, remover, carregar.
Foi grave, foi mesmo o coração que lhe deixou de bater, com a pressa possível o João levou-o para o bloco e começou uma enorme operação.
O motor foi todo refeito, entre peças e reparos, não havia sequer possibilidade de transplante.
Não serve esta nota para expiar as nossas infelicidades mecânicas, mas para aplaudir publicamente o maestro destas reparações, sem o qual estaríamos apeados e sem solução à vista, que fez estes pequenos milagres acontecer em telheiros improvisados, com paciência e perseverança que nem sempre lhe aparecem por instinto.
Dito isto, os santos da casa sempre são mais fiáveis.