Localizada na Região de Lisboa, a cerca de 40 quilómetros da capital e a 20 quilómetros da costa atlântica, a Quinta do Cerrado da Porta foi adquirida em 1997 por Nuno Monteiro Pereira e sua mulher, ambos médicos, que ali passaram a residir. A exploração vinícola da Quinta apenas foi iniciada em 2012, a partir de vinho e uvas compradas. Ao mesmo tempo remodelou-se a adega e iniciou-se um programa
de aquisição de terrenos e plantio de bacelos. Atualmente a área de exploração é de cerca de 14 hectares de vinha nova, com 3 castas brancas (Chardonnay, Arinto e Moscatel) e 5 castas tintas (Pinot Noir, Syrah, Touriga Nacional, Merlot e Castelão). Essa diversidade, particularmente adequada às condições de um terreno acidentado e com ação de fortes ventos costeiros, permite uma boa gestão de castas e de lotes destinados à produção de vinhos de elevada qualidade. A marca Troviscal foi a primeira a ser lançada, em 2012, constituída por vinhos frescos, sedutores e fáceis de beber. Os vinhos de gama alta estão reunidos na variante Troviscal Grande Reserva, vinhos mais complexos destinados a consumidores exigentes. Os Peripécia são vinhos monocasta, que irreverentemente tentam mostrar a expressão atlântica de 3 das mais prestigiadas castas francesas e de uma casta portuguesa, nativa da região de Lisboa. A marca Quinta do Cerrado da Porta é destinada exclusivamente a Vinhos Espumantes de Qualidade. Finalmente, a marca Capicua é dedicada vinhos de sobremesa, licorosos ou de colheita tardia. Atualmente a produção da Quinta é integralmente feita a partir de uvas próprias, vinificadas numa pequena adega tecnologicamente muito evoluída. A responsável técnica de todas essas produções é a enóloga Alexandra Mendes.